Exame confirma raiva em cão do Lago Norte, primeiro caso do tipo no DF
Animal morreu em 29 de julho e teve o vírus detectado pelo laboratório da UnB; vigilância acompanha tutores e demais animais da casa
Um cão do Lago Norte teve o vírus da raiva confirmado por exame laboratorial, informaram nesta sexta-feira, 14 de agosto, os órgãos de vigilância do Distrito Federal. O animal morreu em 29 de julho.
A confirmação partiu do Laboratório de Patologia Veterinária da Universidade de Brasília (LPV-UnB), que realizou necrópsia e investigação anatomopatológica após a morte. O teste de Imunofluorescência Direta (IFD) apontou a presença do vírus.
O comunicado foi assinado em conjunto pela Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (GVAZ), pela Secretaria de Saúde do DF, pela Secretaria de Proteção Animal do DF e pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do DF.
Como o caso foi identificado
Segundo o relato dos órgãos, o animal apresentou mudança repentina de comportamento, perda de interesse pela comida e apatia. Com a evolução do quadro, teve paralisia da musculatura da face e morreu.
O cão tinha acesso livre à fauna do entorno, ponto que colocou a vigilância ambiental em alerta, já que o vírus circula entre animais silvestres. Os tutores afirmaram que o animal havia recebido a vacina antirrábica em campanha da Secretaria de Saúde, mas não apresentaram comprovante de imunização.
Diante da confirmação, os tutores iniciaram o esquema de profilaxia pós-exposição à raiva. Os demais animais de estimação da residência também entraram em acompanhamento, conforme os protocolos do Ministério da Saúde.
O que a vigilância faz agora
A confirmação laboratorial dispara um conjunto de ações da vigilância ambiental: verificação do entorno do endereço, identificação de animais que tiveram contato com o caso e acompanhamento das pessoas expostas. A Secretaria de Saúde não informou raio de bloqueio nem número de animais a serem vacinados na área.
A raiva é transmitida pela saliva de mamíferos infectados, principalmente por mordedura, e também por lambedura em ferimento aberto. Depois que os sintomas aparecem, a doença é praticamente sempre fatal, o que faz do atendimento imediato após a exposição a única defesa disponível.
A orientação em caso de mordida ou arranhão é lavar o ferimento com água corrente e sabão e procurar uma unidade de saúde no mesmo dia, informando qual animal causou a lesão. O animal agressor precisa ser observado por dez dias e não deve ser sacrificado por conta própria.
A vacina antirrábica para cães e gatos é gratuita no Distrito Federal e aplicada durante todo o ano nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental em Saúde, os Nuval, e na Diretoria de Vigilância Ambiental. São 13 núcleos, que atendem de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Podem ser vacinados animais saudáveis a partir de três meses, inclusive fêmeas gestantes ou em amamentação, e o tutor precisa ser maior de idade e apresentar documento de identidade.
A GVAZ fica na AENW trecho 2, lote 4, no Noroeste, ao lado do Hospital da Criança, e atende pelos telefones 3449-4432 e 3449-4434.