Seguranca

DF 360: saiba como ligar câmeras de condomínios e comércios à polícia

Adesão é gratuita pelo portal da SSP-DF; câmera precisa de 720p, RTSP e 7 dias de gravação, sempre voltada a áreas públicas

Condomínios, comércios e moradores do Distrito Federal já podem conectar as próprias câmeras de segurança ao DF 360, plataforma da Secretaria de Segurança Pública que centraliza o videomonitoramento das forças policiais. A adesão é gratuita e feita pela internet, no portal oficial do programa.

A integração vale para equipamentos voltados a ruas, calçadas e outras áreas de acesso público. As imagens passam a apoiar a prevenção de crimes, o atendimento de ocorrências e investigações da polícia.

Quem pode participar

Podem aderir moradores, condomínios, estabelecimentos comerciais, universidades, bancos, organizações da sociedade civil, empresas de segurança e órgãos públicos. O cadastro é feito na opção "Cadastrar Minha Câmera" do portal df360.ssp.df.gov.br.

Pessoas jurídicas precisam informar dados institucionais, CNPJ e representante legal. Quando uma empresa de monitoramento opera as câmeras, são exigidos dois termos de cessão de uso de imagem: um da instituição participante e outro da prestadora do serviço.

Requisitos técnicos da câmera

Para entrar no sistema, o equipamento precisa atender a um padrão mínimo:

  • Resolução mínima de 1 megapixel (720p);
  • Transmissão pelo protocolo RTSP;
  • Pelo menos 15 quadros por segundo;
  • Funcionamento contínuo;
  • Armazenamento das imagens por no mínimo 7 dias, em equipamento local ou na nuvem;
  • Acesso remoto por conexão criptografada.

Não há prazo fixo para a análise do cadastro, que varia conforme a complexidade de cada caso. O participante pode pedir o desligamento a qualquer momento.

O que diz a regra sobre privacidade

As câmeras integradas devem focar exclusivamente áreas públicas ou de acesso comum. É proibida a captação direcionada ao interior de residências, quartos, banheiros, vestiários e outros espaços com expectativa legítima de privacidade.

Segundo a SSP-DF, o acesso das forças de segurança às imagens, em tempo real ou gravadas, segue o termo de cessão assinado na adesão e é restrito a finalidades de segurança pública, com protocolos de sigilo e auditoria.

Base legal aprovada este ano

O programa ganhou musculatura em 2026. O Decreto 48.728/2026 consolidou o DF 360 como programa de governo e tornou obrigatória a integração das câmeras dos órgãos da administração distrital. Na Câmara Legislativa, os deputados aprovaram o Projeto de Lei 2.366/2026, que regulamenta a entrada de sistemas de videomonitoramento de terceiros na plataforma.

A rede vem crescendo por setores da cidade. No início de julho, o Conic, no centro de Brasília, passou a integrar o sistema, com cerca de 500 câmeras conectadas ao monitoramento policial, segundo divulgação do programa.

A expansão do videomonitoramento se soma a outras frentes recentes da segurança local, como a Operação Kratos, que reforçou o policiamento nos fins de semana, e a integração das câmeras dos restaurantes comunitários à PMDF.

Antes de cadastrar, vale conferir se a câmera do condomínio ou do comércio cumpre os requisitos técnicos e ajustar o ângulo do equipamento para a via pública. Com o termo assinado e a conexão aprovada, as imagens entram na malha de monitoramento da SSP-DF sem custo para o participante.

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