Brasil

Ciclone bomba começa a se formar no Sul e Defesa Civil aciona alerta

Inmet prevê a fase mais intensa do sistema no sábado (8), com pressão central perto de 941 hPa e rajadas acima de 100 km/h no oceano

O ciclone bomba monitorado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) começou a se organizar nesta quinta-feira (6) entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico. A Defesa Civil Nacional emitiu alerta para a população dos estados no caminho do sistema.

Estão sob aviso o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, o sul e o oeste do Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul. O Rio Grande do Sul recebeu o grau mais alto da escala do Inmet, o aviso vermelho, de grande perigo.

A escala do instituto tem três níveis. O amarelo indica perigo potencial, com risco baixo de dano. O laranja aponta perigo, com risco de estragos e acidentes. O vermelho, usado agora para o território gaúcho, sinaliza grande perigo, com risco alto de dano material e de vítimas.

A previsão indica temporais, descargas elétricas, queda de granizo e vendaval entre os dias 6 e 8 de agosto. No Rio Grande do Sul, o instituto trabalha com acumulados que podem passar de 100 milímetros de chuva em um único dia.

O que caracteriza um ciclone bomba

O termo descreve um ciclone extratropical cuja pressão atmosférica central despenca em pouco tempo. Quanto mais rápida a queda, mais forte fica o vento associado ao sistema. O processo é chamado de bombogênese.

Nesta ocorrência, a estimativa do Inmet é de que a pressão central caia de 967 hectopascais na sexta-feira (7) para cerca de 941 hectopascais no sábado (8), quando o ciclone atinge o momento de maior intensidade antes de se afastar para sudeste, sobre o Atlântico Sul.

Os ventos mais fortes devem ocorrer sobre o oceano, onde as rajadas podem superar 100 km/h nas áreas próximas ao centro do ciclone. Em terra, o Inmet prevê rajadas que podem passar de 90 km/h no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Como o alerta chega ao celular

A Defesa Civil Nacional informou que os avisos de emergência serão disparados conforme a passagem do sistema por estes canais:

  • SMS, para quem cadastrou o CEP no serviço oficial;
  • aplicativos de mensagem, como WhatsApp e Telegram;
  • Google Public Alerts, exibido na busca e no mapa;
  • televisão por assinatura.

As orientações padrão para vendaval incluem evitar abrigo debaixo de árvores e de estruturas metálicas, desligar aparelhos elétricos da tomada durante as descargas e não circular em áreas alagadas. Em caso de emergência, os telefones são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.

Efeito fora do Sul

O sistema empurra uma frente fria que avança pelo Sudeste e pelo Centro-Oeste nos dias seguintes, com queda de temperatura e mudança no padrão de nebulosidade. O Distrito Federal está fora da área de alerta de vendaval, mas quem tem viagem marcada para os estados do Sul neste fim de semana deve acompanhar a previsão antes de sair.

Voos e rodovias no Sul são os primeiros a sentir o efeito de rajadas dessa magnitude. Companhias aéreas costumam remanejar operações em aeroportos do litoral catarinense e gaúcho quando o vento cruza o limite operacional das pistas.

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