SEEC contrata Quality por R$ 15,7 milhões para alugar sedãs por 30 meses
Contrato 58045/2026 soma R$ 15.746.114,70 por 30 meses, com seguro e manutenção inclusos. O extrato do DODF não diz quantos carros a SEEC alugou.
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A Secretaria de Economia do Distrito Federal (SEEC) fechou em 14 de outubro um contrato de R$ 15.746.114,70 com a Quality Aluguel de Veículos S.A. para alugar sedãs por 30 meses. O extrato do contrato nº 58045/2026 saiu na página 53 do Diário Oficial do DF desta segunda-feira (19).
O objeto, segundo o extrato, é a "locação de veículos automotores do tipo sedan, categoria grande ou superior", zero quilômetro e sem motorista, "a fim de atender as demandas do Complexo Administrativo do Distrito Federal".
O que o contrato inclui
A quilometragem é livre. O texto prevê "seguro total sem custos adicionais ou franquia" e manutenções corretivas e preventivas "inclusas, sem ônus para a CONTRATANTE". Ou seja, o GDF não paga à parte por seguro, revisão ou conserto.
Dividido pelos 30 meses, o valor total dá em média R$ 524.870,49 por mês. A conta é nossa: o extrato não informa mensalidade, preço por veículo nem quantos carros entram no contrato.
A contratação vem do Pregão Eletrônico nº 90037/2026, da Ata de Registro de Preço nº 0125/2026 e da Solicitação de Saldo de Ata nº 2597/2026, todos citados no extrato. A SEEC contratou o "item 1" da ata.
De onde sai o dinheiro
A Nota de Empenho 2026NE18962, de 8 de outubro, reservou R$ 1.574.611,47, o equivalente a 10% do valor total, na modalidade estimativo. A despesa corre pela unidade orçamentária 19.101, fonte de recursos 1010, programa de trabalho 04.122.8203.2984.0001 e natureza 33.90.39, que reúne serviços de terceiros contratados de empresas.
O prazo de 30 meses conta da assinatura, em 14 de outubro de 2026, e termina em abril de 2029 se não houver prorrogação. O extrato lembra que o contrato pode ser prorrogado por termo aditivo, a cada exercício, até o limite de dez anos, conforme os artigos 107 e 108 da Lei 14.133/2021, depois de comprovada a necessidade e a vantagem para a administração.
Assinaram o secretário de Economia, Valdivino José de Oliveira, e Fábio Bertozzi, procurador da empresa.
O que o extrato não diz
Faltam no documento a frota contratada, o preço unitário e os órgãos que vão usar os carros dentro do Complexo Administrativo. Esses dados estão no termo de referência e no edital do pregão, que o extrato cita sem reproduzir.
Para comparar com outras compras do governo: o licenciamento de software Microsoft do DER-DF custou R$ 5,3 milhões, e a compra de 1.001 monitores de sinais vitais pela SES-DF somou R$ 19,7 milhões.