Desemprego cai a 5,3% e ocupação bate recorde de 103,5 milhões
O IBGE divulgou a menor taxa da série para o trimestre até agosto. Veja onde a vaga apareceu, quanto o trabalhador ganha e como está o DF.
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A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, informou o IBGE nesta terça-feira, 29. É a menor taxa já registrada para esse trimestre desde o início da série, em 2012. No mesmo período de 2025 o índice era 5,6%.
O número de ocupados chegou a 103,477 milhões de pessoas, o maior da série histórica, segundo a tabela 6318 do Sidra, base de dados oficial do instituto. São 774 mil trabalhadores a mais que no trimestre encerrado em maio. A população desocupada caiu para 5,784 milhões, 281 mil a menos na mesma comparação.
Por que 5,3% é diferente de "todo mundo trabalhando"
O IBGE chama o indicador, na tabela em que ele é publicado, de "taxa de desocupação, na semana de referência, das pessoas de 14 anos ou mais de idade". A definição importa: só entra na conta de desocupado quem procurou vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.
Quem desistiu de procurar sai da estatística. Esse grupo, que o instituto chama de desalentado, somou 2,4 milhões de pessoas até agosto. O número ficou estável em relação ao trimestre anterior e caiu 11,9% em um ano, 317 mil pessoas a menos.
Fora da força de trabalho, ou seja, sem trabalhar e sem procurar, estão 66,356 milhões de brasileiros de 14 anos ou mais.

Onde a vaga apareceu
Dois setores puxaram o resultado no trimestre. A indústria geral cresceu 2%, o que significa 265 mil pessoas a mais trabalhando. A construção avançou 4,1%, mais 306 mil ocupados.
O emprego com carteira assinada no setor privado chegou a 39,5 milhões de pessoas, também recorde. O número de trabalhadores que contribuem para a Previdência bateu 68,5 milhões: de cada 100 ocupados, 66,2 contribuem.
O lado que a taxa esconde
A informalidade subiu. A proporção de trabalhadores informais na população ocupada passou de 37,3% para 37,5%, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas. O IBGE classifica como informal quem trabalha sem carteira, além dos autônomos e empregadores sem CNPJ.
Esse contingente fica sem seguro-desemprego, sem férias remuneradas e sem 13º salário. É por isso que a queda da taxa de desocupação e o avanço da informalidade podem andar juntos, como agora.
Quanto o trabalhador está ganhando
O rendimento médio mensal habitual ficou em R$ 3.777 no trimestre até agosto. O maior valor já apurado pela pesquisa foi R$ 3.804, no primeiro trimestre de 2026, ou seja, o rendimento atual ainda está abaixo do topo.
A massa de rendimento, que soma tudo o que os ocupados receberam, chegou a R$ 385,566 bilhões e é a maior da série. O crescimento foi de 1,4% no trimestre, R$ 5,2 bilhões a mais, e de 4,8% em um ano, R$ 17,5 bilhões.
| Indicador | Trimestre até agosto de 2026 | Um ano antes |
|---|---|---|
| Taxa de desocupação | 5,3% | 5,6% |
| Pessoas ocupadas | 103,477 milhões | 102,418 milhões |
| Pessoas desocupadas | 5,784 milhões | 6,084 milhões |
| Massa de rendimento | R$ 385,6 bilhões | R$ 368,1 bilhões |
E no Distrito Federal?
O recorte por unidade da Federação não sai todo mês. Ele é publicado por trimestre fechado, e o dado mais recente é o do segundo trimestre de 2026, quando o desemprego no DF ficou em 6,5%, menor da série local, mas ainda acima da média do país.
Na leitura nacional daquele mesmo trimestre, a taxa foi de 5,4%. A distância entre o DF e o país tem se mantido, mesmo com a queda nas duas pontas. O próximo número do DF, referente ao terceiro trimestre, sai em novembro.
Quem procura vaga no DF encontra atendimento nas Agências do Trabalhador, que também fazem o encaminhamento para o seguro-desemprego. A pesquisa nacional visita 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal a cada trimestre.