Economia

Desemprego no DF cai para 6,5%, menor da série, mas supera o país

Pnad Contínua aponta 109 mil desocupados no DF, queda de 25,4% em um ano; média nacional é de 5,4%

O Distrito Federal fechou o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 6,5%, a menor da série histórica local, mas ainda acima da média nacional, de 5,4%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE.

São 109 mil pessoas desocupadas no DF, uma queda de 25,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2025. O rendimento médio mensal do trabalhador da capital federal ficou em R$ 6.171, contra R$ 3.738 na média do país.

Onze das 27 unidades da federação registraram desocupação abaixo da média nacional no período. O DF não está entre elas.

Quem ficou abaixo da média nacional

A lista dos onze estados com desemprego menor que o do país no segundo trimestre:

  • Santa Catarina: 2,1%
  • Mato Grosso: 2,2%
  • Espírito Santo: 2,3%
  • Rondônia: 2,6%
  • Mato Grosso do Sul: 2,7%
  • Paraná: 3,1%
  • Minas Gerais: 3,8%
  • Goiás: 4,0%
  • Tocantins: 4,1%
  • Rio Grande do Sul: 4,2%
  • Roraima: 5,0%

Santa Catarina teve a menor taxa do país, 2,1%, e o Amapá, a maior, 9,8%. O contraste regional aparece com clareza na comparação entre Sul e Norte. O analista da pesquisa William Kratochwill atribuiu a diferença a fatores estruturais.

"Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste", afirmou, citando industrialização, atividade econômica e escolaridade da população.

Por que o DF fica acima da média com renda maior

A taxa do Distrito Federal convive com dois indicadores que puxam para o outro lado. O rendimento médio local, de R$ 6.171, é o maior entre as unidades da federação, e a informalidade no DF é de 28,7%, bem abaixo dos 37,4% da média brasileira.

A explicação está na composição do mercado local. O peso do funcionalismo federal e distrital, dos serviços e da construção civil forma uma base de emprego formal com salário alto, mas com poucas portas de entrada para quem tem baixa qualificação. Nos estados industrializados do Sul, a absorção é maior na ponta menos qualificada, o que derruba a taxa de desocupação.

Goiás, vizinho do DF e origem de boa parte da força de trabalho que se desloca diariamente para Brasília, aparece na lista com 4,0%. A diferença de 2,5 pontos percentuais entre as duas unidades ajuda a explicar o fluxo de trabalhadores do Entorno para o Plano Piloto e para as regiões administrativas.

No país, a taxa de 5,4% é a menor já registrada para um segundo trimestre. O recuo foi de 0,7 ponto percentual sobre o primeiro trimestre de 2026, quando o indicador estava em 6,1%, e de 0,4 ponto sobre o segundo trimestre de 2025.

O que a pesquisa mede

A Pnad Contínua considera desocupada a pessoa de 14 anos ou mais que não trabalhou e procurou trabalho no período de referência. Quem desistiu de procurar não entra na conta de desempregados, e por isso a taxa isolada não capta toda a ociosidade do mercado.

A pesquisa é trimestral e cobre todas as unidades da federação. Os resultados do terceiro trimestre de 2026 saem em novembro, com a série por estado disponível no portal do IBGE.

Para quem procura vaga no DF, as Agências do Trabalhador da Secretaria de Trabalho concentram as ofertas do dia e fazem o encaminhamento sem custo, com atendimento presencial nas regiões administrativas e consulta on-line ao painel de vagas.

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