Economia

Focus: mercado corta inflação de 2026 para 5,16% e mantém Selic em 14%

Projeção do IPCA caiu de 5,30% após a trégua dos alimentos em junho; estimativa segue acima do teto de 4,5% e juros devem encerrar o ano em 14%

O mercado financeiro reduziu de 5,30% para 5,16% a projeção de inflação para 2026, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, em Brasília. É a segunda semana seguida de corte na estimativa do IPCA.

Mesmo com a melhora, a projeção continua acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, que tolera inflação de até 4,5% no ano.

O alívio veio do resultado de junho: o IPCA subiu 0,16% no mês, com a primeira queda nos preços dos alimentos desde novembro de 2025, e acumula 4,64% em 12 meses. No fim de junho, a projeção dos analistas para o ano ainda estava em 5,33%.

Selic deve fechar o ano em 14%

A aposta para a taxa básica de juros não mudou: os analistas seguem projetando Selic de 14% ao ano no fim de 2026. A taxa está hoje em 14,25%, depois do corte de 0,25 ponto decidido pelo Copom em junho.

A próxima reunião do comitê está marcada para 4 e 5 de agosto. Para 2027, o mercado projeta juros de 12% ao ano.

As projeções da semana

  • IPCA 2026: 5,16% (eram 5,30% na semana anterior);
  • Selic no fim de 2026: 14% ao ano;
  • PIB 2026: crescimento de 1,99%;
  • Dólar no fim de 2026: R$ 5,20.

O que isso muda para o consumidor do DF

Juros altos por mais tempo mantêm caros o cartão de crédito, o cheque especial e os financiamentos, e seguram o consumo nas cidades. Para o aposentado, a régua da Selic pesa no consignado do INSS, cujo teto de juros pode ser reduzido pelo governo no dia 28.

A inflação menor, por outro lado, alivia a conta do supermercado, que vinha puxando o índice desde o ano passado. A trégua dos alimentos em junho foi o principal fator do corte nas projeções, que vinham subindo até o fim de junho.

O Banco Central publica o Focus toda segunda-feira, com as projeções coletadas junto a instituições financeiras. A próxima edição sai no dia 20, já perto da reunião do Copom de agosto.

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