Setor de serviços fica estável em julho e acumula alta de 2,4% em 12 meses
Quatro das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram alta, mas a queda de 2,5% em informação e comunicação anulou o resultado do mês
O setor de serviços do país ficou estável em julho, com variação de 0% na comparação com junho, informou o IBGE nesta quinta-feira, 10. No acumulado de 12 meses, o segmento que mais emprega na economia brasileira soma alta de 2,4%.
Os números são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). No acumulado do ano, de janeiro a julho, o avanço é de 1,9%.
"O setor de serviços, o que mais emprega na economia, apresentou estabilidade na passagem de junho para julho, ou seja, teve variação nula (0%)", registrou o instituto na divulgação da pesquisa.
Quatro das cinco atividades tiveram alta
A estabilidade do índice geral esconde movimentos em direções opostas. Quatro dos cinco grandes grupos acompanhados pela pesquisa cresceram em julho, e o resultado só não foi positivo porque um deles puxou o conjunto para baixo.
- Outros serviços: alta de 0,7%
- Serviços profissionais, administrativos e complementares: alta de 0,6%
- Serviços prestados às famílias: alta de 0,5%
- Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: alta de 0,4%
- Serviços de informação e comunicação: queda de 2,5%
O recuo de informação e comunicação foi suficiente para anular o desempenho dos demais grupos. É a atividade que reúne telecomunicações, tecnologia da informação e produção audiovisual, e tem peso relevante no índice geral.
Serviços prestados às famílias é o grupo que concentra bares, restaurantes, hotéis e serviços pessoais, e costuma responder rápido a mudanças na renda e no calendário de férias. Transportes reúne o frete rodoviário, o transporte de passageiros e a logística de entregas, que acompanha o ritmo do comércio.
O que a pesquisa mede
A PMS acompanha a receita nominal e o volume de serviços prestados às empresas e às famílias em todo o país. O volume é o indicador que desconta a variação de preços, e é dele que saem os percentuais divulgados como crescimento ou queda do setor.
O peso do segmento explica a atenção ao número. Serviços é o maior empregador da economia brasileira, à frente da indústria e da agropecuária, e responde pela maior fatia do Produto Interno Bruto. Um mês estável no setor tende a se refletir no resultado trimestral do PIB.
Em Brasília, onde a atividade econômica se concentra em administração pública, serviços profissionais e comércio, o indicador serve como termômetro do ritmo de contratação. O IBGE divulga também o recorte por unidade da federação, publicado no mesmo levantamento.
Em junho, a pesquisa já havia apontado estabilidade no setor, com alta de 2% no primeiro semestre. O resultado de julho mantém o padrão de crescimento moderado ao longo de 2026.
A próxima divulgação da PMS trará os dados de agosto. O IBGE publica o calendário completo das pesquisas conjunturais no site oficial do instituto, e os microdados ficam disponíveis no Sidra.