Economia

Recall da Volkswagen atinge 150 mil carros por falha no freio de mao

Polo, Virtus, T-Cross, Nivus e Tera de 2025 e 2026 entram na convocacao; reparo e gratuito e leva cerca de duas horas

A Volkswagen convocou 150.290 veículos para recall no Brasil por falha na alavanca do freio de estacionamento, defeito que pode fazer o carro se mover sozinho depois de estacionado. A campanha alcança unidades dos modelos Polo, Polo Track, Virtus, T-Cross, Nivus e Tera dos anos-modelo 2025 e 2026, e o atendimento já está disponível na rede de concessionárias.

Segundo a montadora, uma falha no processo de produção da alavanca pode comprometer o travamento correto do componente. Na prática, o motorista aciona o freio, tem a impressão de que o veículo está travado, e o conjunto não segura. O risco é a movimentação involuntária do carro parado, com possibilidade de acidente e atropelamento.

Quais modelos entram na convocação

A campanha não abrange toda a produção dos seis modelos. Ela vale para faixas específicas de chassi dentro dos anos-modelo 2025 e 2026, o que torna a consulta pelo número do chassi obrigatória antes de qualquer conclusão. Os modelos convocados são:

  • Polo e Polo Track
  • Virtus
  • T-Cross
  • Nivus
  • Tera

São todos veículos de grande circulação no Distrito Federal, faixa de mercado que concentra frota de uso urbano diário e de aplicativos de transporte.

Como consultar e agendar

A verificação é feita pelo número completo do chassi, que consta no documento do veículo, na página de recalls da Volkswagen. Também é possível checar pela Central de Relacionamento com o Cliente da montadora, no telefone 0800 019 8866. A empresa informou que envia comunicação aos proprietários, mas recomenda a consulta imediata, sem esperar a carta.

O procedimento nas concessionárias envolve inspeção do conjunto do freio de estacionamento e, se necessário, substituição da alavanca. O serviço é gratuito e tem duração estimada de duas horas. O agendamento prévio é recomendado.

O que fazer até levar o carro

Enquanto o reparo não é feito, a orientação técnica para veículo com dúvida sobre o freio de estacionamento é simples e vale para qualquer carro. Em transmissão automática, engate a posição P e, em aclive ou declive, esterce as rodas em direção ao meio-fio. Em câmbio manual, deixe uma marcha engatada, primeira na subida e ré na descida. Em ladeira acentuada, o calço de roda resolve.

O atendimento é gratuito por determinação legal. O Código de Defesa do Consumidor obriga o fornecedor que descobre a periculosidade do produto depois da venda a comunicar o fato às autoridades e aos consumidores, por anúncio publicitário, e a corrigir o defeito sem custo. A obrigação independe de o veículo estar ou não no prazo de garantia e de quantos donos ele já teve.

Deixar o chamado sem atendimento tem efeito prático além do risco imediato. A pendência fica registrada no histórico do veículo e aparece na consulta feita por quem avalia a compra de um usado, o que pesa na negociação.

Vale um cuidado adicional com quem comprou o carro de segunda mão. O aviso da montadora é enviado ao endereço do primeiro proprietário registrado, e a carta frequentemente não chega a quem está com o veículo hoje. Nesses casos, a consulta pelo chassi é o único caminho confiável, e ela não exige que o consultante seja o dono.

Quem tem o carro em uso profissional, em aplicativo de transporte ou entrega, deve tratar o agendamento como prioridade. O veículo passa mais horas parado em via pública, muitas vezes em rampa de estacionamento e meio-fio, exatamente a situação em que a falha do freio de estacionamento se manifesta.

Para quem precisa resolver pendências do veículo no DF, o aplicativo do Detran-DF reúne os serviços de condutor e de veículo em acesso único.

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