Guilherme Schimidt vence o Grand Slam de Budapeste no judô
Brasileiro aplicou ippon no sérvio Boris Rutovic e fechou a etapa com três pódios do Brasil
O judoca Guilherme Schimidt venceu o Grand Slam de Budapeste, na Hungria, no domingo (13). Na final da categoria até 90 quilos, ele aplicou um ippon no sérvio Boris Rutovic e conquistou o primeiro título de Grand Slam na divisão de peso.
O resultado fecha a participação brasileira na competição com três pódios. Kaillany Cardoso foi prata na categoria até 70 quilos, no sábado (12), e Sarah Souza ficou com o bronze na até 57 quilos, na sexta-feira (11).
A vitória tem gosto de acerto de contas. Cerca de quatro meses antes, Schimidt havia perdido para o mesmo Rutovic na final do Grand Slam de Astana, no Cazaquistão, e ficado com a prata.
O caminho até a final
Schimidt passou por cinco lutas em Budapeste, e só uma foi decidida no tempo extra.
- Estreia: venceu o norueguês Kornelius Eilertsen, desclassificado com o terceiro shido
- Oitavas de final: venceu o egípcio Abdalla Abdelsamea por ippon
- Quartas de final: venceu o moldávio Mihail Latisev
- Semifinal: venceu o bielorrusso Yahor Varapayeu no tempo extra
- Final: venceu o sérvio Boris Rutovic por ippon
A categoria até 90 quilos é recente na carreira do judoca. Ele mudou de divisão de peso depois de passar por cirurgia, e o pódio anterior nessa faixa havia sido o bronze no Grand Slam de Tbilisi, na Geórgia, em março deste ano, quando foi o único brasileiro a subir ao pódio no torneio.
O que vem pela frente
O próximo compromisso da seleção brasileira é o Campeonato Mundial de Judô, que começa em 4 de outubro, em Baku, no Azerbaijão. A competição distribui a maior pontuação do calendário da Federação Internacional de Judô, acima da dos Grand Slams.
Resultados como o de Budapeste pesam no ranking mundial, que define os cabeças de chave nos torneios e influencia a classificação olímpica. Para quem mudou de categoria há pouco tempo, o ouro serve também para firmar posição diante dos adversários diretos da nova divisão.
Os Grand Slams são a segunda categoria de torneio do circuito da Federação Internacional de Judô, atrás apenas do Campeonato Mundial e dos Jogos Olímpicos. São disputados ao longo do ano em sedes fixas, entre elas Budapeste, Astana e Tbilisi, e reúnem os principais nomes de cada divisão de peso, o que torna a soma de três pódios brasileiros em uma mesma etapa um resultado acima da média recente da equipe.
Como funciona a pontuação no judô
O ippon encerra a luta na hora. Ele é marcado quando o atleta projeta o adversário de costas no tatame com força e controle, imobiliza por 20 segundos ou obtém a desistência por estrangulamento ou chave de braço.
Já o waza-ari vale meio ponto, e dois deles somam um ippon. O shido é a punição por falta: com três shidos, o atleta é desclassificado, que foi o caso do norueguês na estreia de Schimidt. No tempo extra, chamado de golden score, vence quem pontuar primeiro ou quem fizer o adversário receber a terceira punição.
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