Politica

Agir define subtenente da PMDF como vice de Elisson Ferreira ao GDF

Sérgio Prado completa a chapa do partido, que também registrou Tiago Társis como candidato ao Senado

O Agir definiu nesta quarta-feira (5/8) o subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal Sérgio Prado como candidato a vice-governador na chapa de Elisson Ferreira, que disputa o Governo do Distrito Federal pela legenda. A escolha foi formalizada após deliberação interna do partido, no último dia do prazo para convenções.

O Agir também registrou Tiago Társis como candidato ao Senado. Sargento Thiago Melo e Sargento Alexandre aparecem como primeiro e segundo suplentes da chapa senatorial.

Quem é o vice e qual o papel na campanha

Sérgio Prado é subtenente da PMDF, graduação mais alta entre as praças da corporação. Elisson Ferreira afirmou que o vice ficará responsável por duas áreas caso a chapa vença a eleição.

Um cara comprometido, sério.

Segundo o candidato ao GDF, Prado será colocado como coordenador de Segurança e também da Saúde, "fazendo a transição para toda a digitalização dos processos e para a transparência na Saúde". A definição antecipa o eixo da campanha: segurança pública e gestão digital de serviços.

A chapa do Agir em 2026

  • Governo do DF: Elisson Ferreira.
  • Vice: Sérgio Prado, subtenente da PMDF.
  • Senado: Tiago Társis.
  • Suplentes do Senado: Sargento Thiago Melo e Sargento Alexandre.

A presença de policiais militares na composição não é isolada no DF. A corporação tem peso eleitoral próprio na capital, com bases em regiões administrativas de população numerosa, e nomes ligados à segurança pública costumam figurar em chapas de partidos de porte médio e pequeno na disputa distrital.

O quadro da disputa ao Buriti

O prazo das convenções partidárias se encerrou em 5 de agosto e a disputa pelo Palácio do Buriti chega ao registro com um número alto de postulantes. A governadora Celina Leão (PP), que assumiu o cargo em 30 de março após a renúncia de Ibaneis Rocha, tenta a eleição com Gustavo Rocha (Republicanos) como vice e lidera as pesquisas divulgadas até aqui.

Também estão na corrida Leandro Grass, pela federação formada por PT, PV e PCdoB, Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB), Kiko Caputo (Novo), Rico Pinheiro (PRTB) e o próprio Elisson Ferreira (Agir), entre outros nomes.

Para candidatos de legendas menores, o cálculo da campanha passa menos pela chance imediata de vitória e mais pelo tempo de exposição em rádio e televisão e pelo efeito de arrasto sobre a chapa proporcional, que disputa vagas na Câmara Legislativa e na Câmara dos Deputados.

O tempo de propaganda no rádio e na TV é dividido entre os partidos conforme o desempenho na eleição anterior para a Câmara dos Deputados. Legendas pequenas ficam com frações reduzidas do bloco, o que empurra a estratégia dessas campanhas para as redes sociais e para o corpo a corpo em regiões administrativas onde o candidato já tem base.

Uma candidatura majoritária também dá ao partido palanque próprio nas agendas de campanha e visibilidade para os nomes que disputam vagas proporcionais, cálculo que costuma pesar mais na decisão de lançar chapa completa do que a projeção de votos para o topo.

Próximos prazos

O registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto. Só depois dessa etapa, com o julgamento dos pedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), o quadro fica formalmente definido. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo, onde houver, para 25 de outubro.

Leia também: o PRTB define chapa no DF com Rico Pinheiro ao GDF.

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