Política

Mapa de apoios no 2º turno: quem fecha com Lula, quem vai com Flávio e quem anulou

Caiado, Zema e Cury vão com Flávio; UP, PCB e PSTU com Lula; PCO orienta voto nulo. Veja o mapa de apoios a 12 dias do segundo turno.

Neste texto4 tópicos
  1. Com Flávio Bolsonaro
  2. Com Lula
  3. Voto nulo e neutralidade
  4. O que isso muda para o eleitor do DF

Doze dias antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, os candidatos derrotados na eleição presidencial já se dividiram entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O Partido da Causa Operária (PCO) foi o primeiro a orientar voto nulo, em nota divulgada na segunda-feira, 12, segundo o Estadão Conteúdo.

Com Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro conta com o apoio de quatro nomes que disputaram o primeiro turno: Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Clariana Barão (DC). No Paraná, o governador eleito Sergio Moro (PL) reúne nesta terça-feira, 13, prefeitos e lideranças de sete partidos, em Curitiba, para montar a mobilização local pela campanha.

Com Lula

Do lado do presidente, anunciaram apoio Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU). Os três partidos estão à esquerda do PT, e o anúncio de voto em Lula contrasta com a decisão do PCO.

Voto nulo e neutralidade

O PCO decidiu pelo voto nulo na 39ª Conferência Nacional, realizada no domingo, 11. O candidato derrotado do partido, Rui Costa Pimenta, que teve 0,01% dos votos válidos (15.024 votos) e ficou em último lugar, criticou o PT por, segundo ele, ter feito "uma aliança com aquilo que tem de pior no regime político brasileiro, que é o STF". Para o PCO, Lula chega ao segundo turno como representante de "um bloco que reúne o petismo, setores do STF e da direita tradicional" e estaria comprometido com a "política do grande capital". O partido havia apoiado o PT em 2022, contra Jair Bolsonaro (PL).

Renan Santos (Missão) e Wilson Grassi (Democrata) não declararam apoio a nenhum dos dois ou optaram pela neutralidade, de acordo com o levantamento do Estadão Conteúdo.

O que isso muda para o eleitor do DF

No Distrito Federal, o eleitor vai à urna duas vezes no mesmo dia: além do presidente, o segundo turno local decide o governo entre Celina Leão (Progressistas) e Leandro Grass (PT). A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília. Quem estava apto a votar no primeiro turno e não compareceu pode votar normalmente no segundo, segundo o TSE.

Apoio de candidato derrotado não se transfere de forma automática. O que o mapa mostra, por ora, é o desenho das alianças de cada lado, não o resultado e a decisão dos eleitores de cada candidato derrotado só aparece nas urnas.

Fonte: Jornal de Brasília / Estadão Conteúdo e Agência Brasil, 13 de outubro de 2026.

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