Ataque do Irã na Jordânia mata dois militares dos EUA e pressiona petróleo
Comando Central confirma mortes na base de Al Azraq; escalada após rompimento do cessar-fogo ameaça encarecer combustíveis no DF
Dois militares dos Estados Unidos morreram e um terceiro está desaparecido após ataque iraniano com mísseis balísticos e drones contra a base aérea de Al Azraq, na Jordânia. A confirmação foi feita pelo Comando Central norte-americano na sexta-feira (17).
Os militares cumpriam missão de treinamento e cooperação com as forças armadas da Jordânia, segundo informações divulgadas pela Agência Brasil no sábado (18). A mesma reportagem relata que a Guarda Revolucionária do Irã destruiu pelo menos dois caças norte-americanos e outras três aeronaves na ofensiva.
É a primeira vez que os Estados Unidos confirmam mortes de militares desde que o cessar-fogo provisório com Teerã, assinado há cerca de um mês, foi rompido na semana passada. Na sexta-feira, os EUA completaram a sétima noite consecutiva de bombardeios contra a infraestrutura militar iraniana.
O Irã já havia ameaçado ampliar o alcance da guerra dias antes, quando prometeu fechar mais rotas de navegação em resposta aos ataques americanos.
Reação de Teerã
Após a ofensiva contra a base na Jordânia, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, fez novo pronunciamento com ameaças diretas a Washington, citado pela Agência Brasil.
"A nobre nação do Irã e a Frente de Resistência têm lições inesquecíveis reservadas" para os Estados Unidos, declarou Khamenei.
A guerra entre os dois países começou em fevereiro de 2026, com bombardeios dos EUA e de Israel contra o programa de mísseis iraniano. De lá para cá, o conflito já passou por bloqueio do Estreito de Ormuz, acordo de paz assinado na Suíça em junho e retomada dos combates após o rompimento da trégua.
Por que isso pesa no bolso do brasiliense
O principal canal de impacto é o preço do petróleo. O barril do tipo Brent operou na faixa de US$ 85 no dia 15 de julho, próximo das máximas em mais de um mês, segundo levantamento do portal Band. Analistas ouvidos na mesma reportagem estimam que o Brent pode passar de US$ 90 se o Irã cumprir a ameaça de travar as exportações de energia que passam pelo Estreito de Ormuz.
Petróleo mais caro se converte em pressão sobre gasolina, diesel e botijão de gás no Distrito Federal, além de alimentar a inflação de fretes e alimentos. O DistritoNews já mostrou como o choque do petróleo em Ormuz pressiona o diesel e a inflação no Brasil.
O que se sabe
- Dois militares dos EUA mortos e um desaparecido na base de Al Azraq, na Jordânia;
- ataque iraniano feito com mísseis balísticos e drones;
- pelo menos cinco aeronaves americanas destruídas, entre elas dois caças, segundo a Agência Brasil;
- sétima noite seguida de ataques dos EUA contra o Irã;
- Brent na faixa de US$ 85, com projeção de US$ 90 em caso de bloqueio de Ormuz.
O Comando Central dos EUA ainda não informou o resultado das buscas pelo militar desaparecido nem anunciou resposta específica ao ataque. A expectativa é de novos bombardeios nos próximos dias, com o mercado de petróleo reagindo a cada escalada.