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Candidatos com 60 anos ou mais são 38% dos que disputam o Senado

Levantamento com dados do TSE mostra 121 candidaturas nessa faixa entre os 315 registros para as 54 vagas em jogo

Candidatos com 60 anos ou mais representam 38,4% de quem disputa uma vaga no Senado nas eleições de outubro. São 121 candidaturas nessa faixa etária entre as 315 registradas para o cargo, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (20) pela Agência Senado com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O recorte mostra uma casa legislativa com perfil mais velho do que o eleitorado que a escolhe. A idade mínima exigida pela Constituição para concorrer ao Senado é de 35 anos, a mais alta entre todos os cargos eletivos do país, ao lado da exigida para presidente e vice-presidente da República.

Como se distribuem as faixas etárias

Dentro do grupo de 60 anos ou mais, a concentração está nas duas primeiras faixas. O levantamento aponta 42 candidatos entre 60 e 64 anos e outros 42 entre 65 e 69 anos. Depois disso, os números caem de forma acentuada.

  • 60 a 64 anos: 42 candidatos
  • 65 a 69 anos: 42 candidatos
  • 70 a 74 anos: 21 candidatos
  • 75 a 79 anos: 14 candidatos
  • 80 anos ou mais: 3 candidatos

Somados, os candidatos com 70 anos ou mais são 37, o equivalente a 11,7% do total de registros ao Senado. No outro extremo, a faixa de 35 a 39 anos, a primeira em que a candidatura é permitida, reúne 21 nomes, ou 6,7% do total.

O recorte por gênero dentro do grupo de 60 anos ou mais é desigual: 103 são homens e 18 são mulheres.

O que está em disputa

A eleição deste ano renova dois terços do Senado. São 54 vagas em jogo, com dois senadores eleitos por unidade da Federação, incluindo o Distrito Federal. O mandato de senador dura oito anos, o mais longo entre os cargos eletivos brasileiros, o que faz de cada eleição uma decisão de duas legislaturas.

Os números do TSE se referem a pedidos de registro de candidatura, e não a candidaturas definitivamente aptas. Cada pedido ainda passa por julgamento na Justiça Eleitoral, e a data limite para essa análise é 14 de setembro. Até lá, o total pode mudar por indeferimentos, renúncias e substituições.

No Distrito Federal, o registro de candidaturas para todos os cargos foi encerrado com 640 pedidos protocolados no Tribunal Regional Eleitoral. O número reúne as disputas ao governo local, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Câmara Legislativa.

A votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro. Um eventual segundo turno, restrito aos cargos majoritários, ocorre em 25 de outubro. O Senado não tem segundo turno: a vaga fica com quem obtiver mais votos na primeira votação.

Por que o Senado é a casa mais velha

A idade mínima de 35 anos afeta o resultado desde o registro. Enquanto a candidatura a deputado federal e a deputado distrital exige 21 anos, e a vereador exige 18, o Senado só admite quem já passou dos 35. A faixa de 35 a 39 anos, que seria a mais jovem possível, reúne 21 nomes.

Some-se a isso o mandato de oito anos e a renovação alternada, que faz a casa trocar um terço em uma eleição e dois terços na seguinte. Quem chega tende a permanecer por duas legislaturas, e quem disputa a reeleição chega ao pleito seguinte com pelo menos oito anos a mais.

O eleitor do Distrito Federal vota em dois senadores nesta eleição, o mesmo número das demais unidades da Federação, sem proporção com o tamanho do eleitorado local. É a regra que dá ao Senado seu caráter federativo, em que cada estado tem peso igual na composição.

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