DF terá três mulheres no Senado em 2027: Bia Kicis, Michelle e Damares
Bancada feminina da Casa chega a 19 senadoras; PL fica com as duas vagas do Distrito Federal em disputa
O Distrito Federal terá três mulheres entre os 81 senadores a partir de fevereiro de 2027: Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, ambas do Partido Liberal (PL) e eleitas em 4 de outubro, e Damares Alves (Republicanos), que segue no mandato iniciado em 2023. A lista consta da projeção da Agência Senado, divulgada na noite deste domingo, 25, depois do fim do segundo turno.
Elas respondem por três das 19 cadeiras da bancada feminina da Casa, que passa a ter 23,5% do total. A agência conta 12 mulheres eleitas em outubro e sete com mandato que começou em 2023.
As outras dez eleitas em outubro são Carol de Toni (PL-SC), Gracinha Caiado (União-GO), Luizianne Lins (Rede-CE), Mara Rocha (Republicanos-AC), Marília Arraes (PDT-PE), Marília Campos (PT-MG), Marina JHC (PSDB-AL), Rayssa Furlan (Podemos-AP), Samanda de Lula (PT-RN) e Teresa Surita (MDB-RR). Gracinha Caiado representa Goiás, estado onde ficam os municípios do Entorno do DF.
Duas vagas para o PL, uma para o Republicanos
No DF estavam em disputa duas das 54 vagas renovadas neste ano, e as duas ficaram com o PL. Bia Kicis e Michelle Bolsonaro cumprem mandato de oito anos, até 2035. Damares Alves foi eleita em 2022 e continua até janeiro de 2031, já que as 27 cadeiras que não estavam em jogo em 2026 só mudam por substituição.
No quadro nacional, o PL passa a ser a maior bancada, com 29 senadores, seguido do PT, com dez. O Republicanos terá cinco, o mesmo número do União Brasil. A projeção ressalva que partidos e cadeiras podem mudar por troca de legenda, substituição e decisão da Justiça Eleitoral.
O que isso muda para o DF
O trabalho de Damares no Senado já aparece em projetos que mexem com a vida do brasiliense. Ela é relatora do PL 931/2026, que fixa regras para o uso de inteligência artificial na saúde, com supervisão humana obrigatória. O Fundo Constitucional do DF segue na pauta do Senado por meio do PLP 250/2026, de Leila Barros, que tira o FCDF das travas fiscais da LC 235.
A composição final depende ainda de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro de Deltan Dallagnol (Novo), eleito pelo Paraná. Se o tribunal confirmar o indeferimento, haverá eleição suplementar naquele estado e a distribuição por partido pode mudar. O DF não entra nessa conta: as duas vagas do território foram definidas em outubro.
A posse dos senadores eleitos em 2026 ocorre em fevereiro de 2027. A Agência Senado não informou data para o julgamento de Dallagnol, que o TSE adiou a pedido da defesa.