Lula defende respeito às religiões em missa no Alvorada e projeta 3 milhões de casas contratadas
Após missa no Alvorada, Lula repudiou ofensas religiosas e projetou 3 milhões de casas contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida em 2026.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta segunda-feira (12), "a harmonia, a democracia e o respeito à fé de todos os brasileiros" e disse repudiar ofensas religiosas. A declaração foi dada à imprensa depois de uma missa no Palácio da Alvorada, em Brasília, em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e ao Dia das Crianças. Candidato à reeleição, Lula aproveitou a ocasião para falar de moradia.
A celebração foi restrita a autoridades e convidados, segundo a Agência Brasil. Ao lado de crianças vestidas com camisetas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o presidente destacou o Minha Casa, Minha Vida, que classificou como o maior programa habitacional do país.
O que Lula disse sobre moradia
Lula citou metas de contratação de moradias desde o início da política habitacional e a regra de entregar 85% das chaves, com prioridade, a mulheres. Disse ainda que "é possível acabar com o déficit brasileiro habitacional no Brasil, quando a gente faz os investimentos necessários, atendendo a parte mais pobre da população".
O presidente mencionou a Campanha da Fraternidade da Igreja Católica de 2026, que tem como tema Fraternidade e Moradia e como lema "Ele veio morar entre nós". Também chamou atenção para a inclusão de bibliotecas nos novos conjuntos habitacionais em entrega.
Em números, Lula afirmou que já foram destinados R$ 30 bilhões a um fundo na Caixa Econômica Federal para reformas habitacionais. Projetou que o governo federal terminará o ano com 3 milhões de casas contratadas, número que, segundo ele, serviria para acabar com o déficit. Os valores e a projeção são declarações do presidente.
Por que a fala importa em Brasília e na campanha
O Alvorada é a residência oficial da Presidência e fica às margens do Lago Paranoá. A missa de segunda aconteceu em plena campanha e em meio a uma polêmica sobre o título de Nossa Senhora Aparecida. O assunto surgiu depois de circularem informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) reprovariam o título de padroeira com abrangência nacional. O candidato do PL negou ter intenção de destituir a santa.
No mesmo dia, em Aparecida (SP), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também tratou do tema e disse que cada pessoa pode ter a sua religião, deve respeitar a dos outros e que quem não tem religião também merece respeito. A discussão sobre a Justiça Eleitoral, que Alckmin abordou no mesmo evento, está na nossa cobertura do relatório técnico do TSE sobre o canal Exército do Lula.
O que vem a seguir
A meta de 3 milhões de contratações até dezembro é a promessa que pode ser conferida nos dados oficiais de contratação do programa ao longo dos próximos meses. Sobre a polêmica religiosa, Lula e Alckmin, assim como Flávio, já deixaram registrada a posição pública de respeito à fé de cada um.