Política

Relatório técnico do TSE não acha conteúdo falso no canal Exército do Lula

Equipe de combate à desinformação analisou mensagens e vídeos de 2 a 11 de outubro e apontou “atuação coordenada” nas postagens de Janones

Neste texto3 tópicos
  1. O que diz o relatório
  2. Como o caso chegou até aqui
  3. O que esperar a partir daqui

Um relatório da equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não encontrou publicações falsas no canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para mensagens de apoio ao candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A conclusão foi divulgada pela Agência Brasil nesta segunda-feira, 12.

O documento foi produzido pelo setor de combate à desinformação do tribunal a pedido do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, depois de duas decisões contrárias sobre o canal. A equipe analisou os textos e os vídeos postados.

O que diz o relatório

Sobre a circulação de conteúdos já questionados nos autos, a área técnica escreveu: “Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos”.

O texto também traz ressalvas. Segundo a perícia, houve “atuação coordenada” na disseminação do conteúdo postado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que criou o canal. Os técnicos registraram ainda o “emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”.

Como o caso chegou até aqui

A legalidade do canal já estava judicializada antes da decisão de Kassio. A campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) ajuizou ação para cassar o mandato de Janones e pediu a suspensão do canal.

No sábado, 10, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que o presidenciável apresentasse informações complementares, mas não suspendeu o canal. No domingo, 11, Nunes Marques determinou a suspensão a pedido da campanha de Flávio. Cuêva derrubou essa decisão e mandou reativar o canal.

Ao liberar a reativação, o corregedor informou que o pedido da campanha de Flávio para reverter a decisão dele foi protocolado na presidência do TSE em apenas 41 minutos.

O que esperar a partir daqui

O relatório foi pedido justamente para orientar a Corte depois do conflito entre as duas decisões, e o caso segue em tramitação no TSE, sede em Brasília, a duas semanas do segundo turno. A Agência Brasil não informou, até a publicação, nova data de julgamento. O DistritoNews acompanha o desdobramento no tribunal.

Mais sobre a disputa de hoje: o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também tratou do caso em Aparecida. Leia Alckmin diz em Aparecida que a Justiça deve ser guardiã da liberdade política.

Fonte: Agência Brasil, reportagem de 12 de outubro de 2026.

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