Mais de 100 países reconhecem a reeleição de Lula, aponta painel do TSE; Argentina e EUA ficam de fora
Painel do TSE soma 112 líderes e 11 organizações que felicitaram Lula. Na América do Sul, só a Argentina não reconheceu o resultado.
Mais de 100 países reconheceram o resultado da eleição presidencial brasileira e parabenizaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição, segundo painel de monitoramento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citado pelo Metrópoles. O levantamento soma 112 chefes de Estado e líderes internacionais e 11 organizações e blocos.
Lula venceu o segundo turno, em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O Poder360 informa que ele cumprirá o quarto mandato presidencial e toma posse em 5 de janeiro de 2027.
Quem reconheceu e quem ficou de fora
Entre as organizações listadas pelo Metrópoles estão a ONU, a União Europeia, a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Africana, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Na Europa, o jornal cita Rússia, Alemanha, França e Reino Unido. O Poder360 registra mensagens do presidente francês, Emmanuel Macron, do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e do premiê canadense, Mark Carney, além dos presidentes do Chile, José Antonio Kast, e do México, Claudia Sheinbaum. Na América do Sul, segundo o Metrópoles, só a Argentina, de Javier Milei, não reconheceu o resultado.
Os Estados Unidos também aparecem como exceção na semana. A Agência Brasil relata que o presidente Donald Trump evitou reconhecer a vitória de Lula, e o Poder360 anotava, no dia seguinte à eleição, que nem Trump nem Milei tinham publicado mensagem. As reportagens consultadas não trazem nova declaração de Milei.
O que isso muda na prática
O reconhecimento externo não tem efeito jurídico sobre o resultado, que o TSE já proclamou. O peso é diplomático. Na sexta-feira (30), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, encontrou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na reunião de chanceleres do G20, em Atlanta, e os dois combinaram uma conversa bilateral antes da cúpula de Miami, marcada para 14 e 15 de dezembro, segundo a Agência Brasil.
No mesmo texto, a agência registra que o clima do encontro é delicado, porque Washington permitiu a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos depois de a Justiça brasileira proibir a saída dele do país. O Itamaraty, em Brasília, divulgou na rede social que os chanceleres da Índia, do Reino Unido e da Polônia cumprimentaram Vieira pela conclusão do processo eleitoral.
Internamente, o resultado foi aceito até por aliados de Flávio e pelo próprio PL, de acordo com o Metrópoles. O candidato derrotado, segundo a Agência Brasil, evita reconhecer a derrota. A reportagem do Metrópoles não informa a data em que o painel do TSE foi consultado, e o dado deve mudar conforme novos governos se manifestem.
O próximo marco é a posse de 5 de janeiro de 2027, segundo o Poder360. Antes disso, a bilateral entre Vieira e Rubio ainda não tem data definida.
Fontes: Metrópoles, Poder360 e Agência Brasil, de 26 a 31 de outubro de 2026.