Eleições 2026: a ordem dos seis votos na urna em 4 de outubro
Deputado federal abre a sequência e presidente da República fecha; veja quantos dígitos cada cargo exige
Os eleitores do Distrito Federal vão registrar seis escolhas na urna eletrônica em 4 de outubro, sempre na mesma sequência: deputado federal, deputado distrital, dois senadores, governador e presidente da República. A ordem é definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aparece automaticamente na tela, sem que o eleitor possa alterá-la.
A informação foi divulgada pela Agência Senado em 16 de setembro. O DF é o único caso em que o segundo voto é para deputado distrital, e não estadual: a Câmara Legislativa do Distrito Federal acumula as atribuições de assembleia estadual e de câmara municipal.
Quantos dígitos cada cargo exige
O número de dígitos muda a cada cargo, e é nesse ponto que o eleitor costuma travar. A sequência funciona assim:
- Deputado federal: 4 dígitos
- Deputado distrital: 5 dígitos
- Senador (1ª vaga): 3 dígitos
- Senador (2ª vaga): 3 dígitos
- Governador: 2 dígitos
- Presidente da República: 2 dígitos
São duas vagas de senador em disputa nesta eleição, o que obriga o eleitor a digitar dois números diferentes na mesma etapa. Repetir o mesmo número nas duas vagas anula os dois votos.
Depois de cada digitação, a tela mostra a foto, o nome completo, o cargo e o partido do candidato antes da confirmação. Desde 2022 existe uma pausa de um segundo após o último número, com a mensagem "Confira seu voto" na tela. Nesse intervalo a tecla de confirmação fica inativa, justamente para evitar que o eleitor confirme no automático.
O que fazer se errar a digitação
A urna tem três teclas de comando. A laranja, "CORRIGE", apaga o número digitado e devolve a tela em branco para recomeçar aquele cargo. A branca, "BRANCO", registra voto em branco. A verde, "CONFIRMA", encerra a escolha e passa ao cargo seguinte.
Enquanto a tecla verde não é pressionada, o voto pode ser refeito quantas vezes o eleitor quiser. Depois da confirmação não há como voltar atrás naquele cargo, e a urna avança para o próximo da fila. Ao fim dos seis, a tela exibe a palavra "FIM".
O TSE recomenda levar os números anotados em papel, a chamada cola eleitoral, na ordem exata em que a urna vai pedir. A anotação é permitida dentro da cabine e reduz o tempo de votação, o que encurta a fila na seção.
A votação ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília. Quem estiver na fila às 17h tem o direito garantido de votar. É preciso apresentar documento oficial com foto: RG, passaporte, carteira de trabalho, carteira de habilitação ou o e-Título, quando tiver a foto do eleitor.
Um eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro. Nele, o eleitor registra no máximo duas escolhas, governador e presidente, com dois dígitos cada.
Se o número digitado não corresponder a nenhum candidato registrado, a urna mostra a mensagem de voto nulo antes da confirmação. O voto nulo e o voto em branco entram no total de comparecimento, mas não são somados a nenhum candidato nem alteram o cálculo do quociente eleitoral, que define a distribuição das cadeiras proporcionais.
Nas eleições proporcionais, deputado federal e distrital, o eleitor pode votar na legenda digitando apenas os dois primeiros dígitos, que identificam o partido. Esse voto conta para a bancada, não para um nome.
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