Treze senadores deixam o Senado em 2027 e não disputam a eleição
Das 54 cadeiras em disputa em outubro, 32 titulares tentam a reeleição, aponta levantamento da Agência Senado
Treze senadores não disputarão nenhum cargo na eleição de outubro e deixarão o Senado em 2027, segundo levantamento divulgado pela Agência Senado em 21 de agosto. Eles estão entre os 54 parlamentares cujas cadeiras vão a voto neste ano, dois terços do total da Casa.
O quadro dos 54 se divide assim: 32 tentam a reeleição, nove participam da disputa por outros cargos ou como suplentes e 13 ficam fora das urnas. Entre esses 13, nove são titulares e quatro exercem o mandato como suplentes.
Somadas as duas situações, pelo menos 22 dos atuais ocupantes das cadeiras em disputa não estarão entre os titulares dessas vagas em 2027. É uma troca que atinge quase metade do lote em jogo, antes mesmo de contabilizar quem tentar a reeleição e perder.
Onde a renovação é total
São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul terão novos titulares nas duas cadeiras que colocam em disputa. Nenhum dos ocupantes atuais dessas vagas seguirá como titular a partir de 2027.
No Paraná e no Rio Grande do Sul, os quatro senadores em exercício não são candidatos. Em São Paulo, Giordano não participa da eleição e Mara Gabrilli concorre a uma vaga de deputada estadual.
Entre os que saem do Senado por disputarem outro cargo, o levantamento cita Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, e Marcos Rogério (PL-RO), que concorre ao governo de Rondônia. Nos dois casos, a cadeira no Senado é entregue independentemente do resultado de outubro, porque o mandato termina em 31 de janeiro de 2027.
O que isso muda na conta do Congresso
O Senado tem 81 cadeiras e renova alternadamente um terço e dois terços a cada quatro anos. Este é o ciclo maior: 54 vagas, três por unidade da Federação, o que amplia o efeito da eleição sobre a composição das comissões e sobre a base de apoio de qualquer governo a partir de 2027.
Para Brasília, a conta tem efeito direto. O Senado funciona na cidade, e a troca de dois terços dos senadores redesenha a interlocução do Distrito Federal com as comissões que decidem sobre orçamento, segurança pública e Fundo Constitucional. Cada mudança de titular significa recomeçar uma relação de trabalho já construída.
Os números do levantamento, em resumo:
- 54 cadeiras em disputa em outubro;
- 32 senadores tentam a reeleição;
- 9 concorrem a outros cargos ou como suplentes;
- 13 não concorrem a nada e deixam a Casa;
- 22 ocupantes atuais, no mínimo, não seguem como titulares em 2027;
- 3 estados com renovação total das duas vagas.
O calendário eleitoral prevê a votação em 4 de outubro, com segundo turno em 25 de outubro apenas para os cargos majoritários que o exigirem. Senador é eleito em turno único, pelo sistema majoritário simples, o que torna o desempenho de cada nome pouco previsível quando há mais de dois candidatos competitivos no estado.
A diplomação dos eleitos ocorre em dezembro, e a posse dos novos senadores está marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando também é eleita a Mesa Diretora do biênio. Leia também: Candidatos com 60 anos ou mais são 38% dos que disputam o Senado.