TSE marca sessão extraordinária virtual entre 12 e 14 de agosto
Convocada pelo presidente Kassio Nunes Marques, a 4ª sessão extraordinária virtual do ano ocorre na semana em que termina o prazo de registro de candidaturas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza entre 12 e 14 de agosto a quarta sessão extraordinária virtual de 2026. O julgamento começa às 0h01 de quarta-feira, 12, e se encerra às 23h59 de sexta-feira, 14, conforme nota divulgada pela corte na sexta-feira, 7 de agosto.
A convocação é do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A relação dos processos incluídos para julgamento ficará disponível na página Pautas de Julgamento, no site do tribunal, e não constava da nota que anunciou a sessão.
Como funciona o plenário virtual
Na sessão virtual, os ministros não se reúnem presencialmente. Cada um deposita seu voto em um sistema eletrônico dentro da janela definida na convocação, e o resultado é proclamado ao fim do prazo. O formato foi incorporado à rotina dos tribunais superiores e é usado sobretudo em processos sem sustentação oral pendente, o que permite dar vazão a um volume maior de casos.
Advogados podem apresentar sustentação oral por meio de vídeo enviado previamente, e qualquer ministro pode pedir destaque, movimento que retira o processo do ambiente virtual e o remete ao plenário presencial. Por isso a lista publicada na abertura da sessão nem sempre corresponde ao que é efetivamente julgado até o encerramento.
O calendário aperta em agosto
A sessão ocorre em um dos trechos mais carregados do calendário eleitoral. O período de convenções partidárias se encerrou no início do mês, e o prazo para o pedido de registro de candidatura na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto, no dia seguinte ao fim da sessão virtual.
É a partir desse marco que começa a fase de impugnações, quando partidos, coligações, candidatos e o Ministério Público Eleitoral podem contestar registros. O volume de processos que chega ao TSE tende a crescer nas semanas seguintes, com recursos vindos dos tribunais regionais eleitorais.
A corte também acumula neste ano decisões sobre propaganda antecipada, uso de inteligência artificial em campanha e desinformação, temas tratados em atos normativos editados desde o início do ciclo eleitoral. Nenhum desses assuntos foi mencionado na nota de convocação da sessão de 12 a 14 de agosto.
Para o eleitor do Distrito Federal, o efeito prático aparece na ponta seguinte da cadeia. Decisões do TSE sobre registro, prestação de contas e propaganda formam o entendimento que os tribunais regionais aplicam aos casos locais, inclusive os que tramitam no TRE do Distrito Federal. Uma tese fixada em agosto orienta o julgamento das candidaturas distritais e federais do DF nas semanas seguintes.
A sede do TSE fica na Praça dos Tribunais Superiores, no Eixo Monumental, e o tribunal é composto por sete ministros: três do Supremo Tribunal Federal, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois juristas nomeados pelo presidente da República a partir de lista elaborada pelo STF. A presidência é exercida por um dos ministros vindos do Supremo, em mandato de dois anos.
O TSE não antecipa o conteúdo das pautas virtuais na convocação. O acompanhamento é feito pela página de pautas do tribunal, atualizada à medida que os processos são incluídos, e pelo Diário da Justiça Eletrônico, onde as decisões são publicadas depois da proclamação do resultado.
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