Política

TSE detalha como o mesário confere o eleitor e quais rastros a urna guarda se a digital falha

Documento com foto, foto na tela e até 4 tentativas de digital: o TSE detalha como o eleitor é identificado e o que a urna registra se a biometria falha.

Neste texto3 tópicos
  1. Quais são os passos que o mesário segue?
  2. E quando a digital não é reconhecida?
  3. O que o TSE consegue rastrear depois da votação?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) detalhou, em nota divulgada nesta segunda-feira (19), como a mesa receptora confere a identidade de cada eleitor antes de liberar a urna e quais rastros ficam gravados quando a biometria falha. As regras valem para o 2º turno de domingo, 25 de outubro, que no Distrito Federal inclui a disputa para governador.

Quais são os passos que o mesário segue?

A triagem acontece no terminal do mesário, em quatro etapas. O eleitor apresenta um documento oficial com foto. O mesário localiza o cadastro digitando o CPF ou o número do título. A fotografia guardada na base da Justiça Eleitoral aparece na tela, e quem está na mesa compara o rosto com a imagem. Por último vem a leitura da digital: se for reconhecida, a urna é liberada automaticamente.

O TSE informa que 141,3 milhões de eleitores têm biometria cadastrada nas Eleições Gerais de 2026, o equivalente a 89,01% do eleitorado de 158,7 milhões.

Terminal do mesário da urna eletrônica, com teclado numérico e leitor de digital
Terminal do mesário, onde o CPF ou o título é digitado e a foto do eleitor aparece na tela (modelo UE2009, foto de arquivo)Foto: Kleiner/Wikimedia Commons (domínio público)

E quando a digital não é reconhecida?

O mesário pode refazer a conferência dos documentos e tentar a leitura até quatro vezes. Se a falha continuar, ou se o eleitor nunca cadastrou a biometria, a liberação é restrita: o mesário digita o ano de nascimento informado pela pessoa, e o voto só é autorizado se o dado coincidir com o cadastro eleitoral. Nesses casos o próprio mesário coloca a digital no terminal para autorizar, e o eleitor assina o Caderno de Votação. A assinatura, segundo o tribunal, não libera a urna sozinha.

Qualquer ocorrência fora do padrão precisa ser anotada na Ata da Mesa Receptora.

O que o TSE consegue rastrear depois da votação?

É aí que o tribunal concentra o argumento de segurança. Quando o leitor não reconhece o dedo, a urna grava a imagem da última digital apresentada. A digital do mesário que liberou o voto também é registrada. Os dois arquivos são criptografados e transmitidos ao TSE ao fim da votação.

Em caso de denúncia, segundo a nota, peritos da Justiça Eleitoral cruzam esses dados para saber quem encostou o dedo no leitor e qual mesário liberou a urna. O TSE diz que isso torna possível identificar tentativa de votar no lugar de outra pessoa, mas não detalha quantos casos desse tipo foram apurados em 2026. Também depois da eleição, a Justiça Eleitoral cruza os registros de comparecimento com os de justificativa, conforme a Resolução TSE 23.750/2026.

No DF, o 2º turno terá ainda uma checagem anterior ao voto: o TRE-DF sorteia no sábado, 24, as 20 urnas que passarão por auditoria, como o DistritoNews mostrou em TRE-DF sorteia no sábado as 20 urnas que serão auditadas. Para quem depende de condução, o transporte também está definido em DF terá ônibus gratuitos e metrô até 21h30 no segundo turno.

A íntegra está na página do TSE, em como a Justiça Eleitoral identifica o eleitor na seção. A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília.