Política

TSE suspende de novo canal Exército do Lula após disputa de liminares entre Nunes Marques e Cueva

Cronologia de quatro dias: três decisões, duas delas no mesmo dia, e reunião com as campanhas às 15h30

Neste texto4 tópicos
  1. A sequência desde sábado
  2. O que o presidente do TSE decidiu
  3. Quem administra e o que alega
  4. Por que importa para Brasília

Três decisões em quatro dias, duas delas no mesmo dia e em sentidos opostos: o canal "Exército do Lula", no WhatsApp, voltou a ser suspenso pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, nesta terça-feira (13), em Brasília. A ordem revoga a decisão do corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que tinha devolvido o canal ao ar no sábado.

A sequência desde sábado

  • Sábado, 11: Nunes Marques manda suspender o canal em processo administrativo, a pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
  • Sábado, 11, horas depois: Cueva, relator do caso na esfera judicial, derruba a suspensão e recoloca a página no ar. Para ele, o presidente do TSE não poderia agir em processo administrativo num tema já em análise em ação regular.
  • Segunda, 12: um relatório técnico do TSE não encontrou conteúdo falso no canal.
  • Terça, 13, manhã: Nunes Marques suspende novas publicações e a entrada de seguidores e dá 24 horas à Meta para explicar como vai monitorar o canal.
  • Terça, 13, ao fim da manhã: o ministro anula a decisão de Cueva e volta a suspender o canal por completo.

O que o presidente do TSE decidiu

Segundo a Agência Brasil, o canal só deve voltar ao ar depois que o endereço eletrônico for registrado formalmente no TSE, regra prevista em norma eleitoral. Cumprida essa etapa, ainda há espera de 48 horas antes de a página ficar disponível. Nunes Marques afirmou que Cueva "exorbitou dos limites da competência".

A suspensão atinge um canal com milhões de inscritos. A Agência Brasil cita 4,2 milhões em uma nota e 3,7 milhões em outra do mesmo dia; os números não foram conciliados e aparecem como divulgados.

Quem administra e o que alega

O canal é administrado pelo deputado reeleito André Janones. Ele acusa a Justiça Eleitoral de censura e de favorecer a campanha de Flávio Bolsonaro, adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, em 25 de outubro. As notas da agência não registram resposta de Nunes Marques a essa acusação além do teor da decisão.

Por que importa para Brasília

O TSE fica na capital e é lá que as campanhas negociam. Na tarde de hoje, Nunes Marques recebe representantes das duas candidaturas, às 15h30, a portas fechadas, para tentar um acordo contra a disseminação de informações falsas até o segundo turno. O encontro foi marcado justamente depois da disputa de liminares em torno do canal.

Até a publicação, os textos disponíveis não informam se houve pedido de registro do canal ou recurso contra a nova suspensão. Fonte: Agência Brasil, 13/10/2026.

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