Pesquisa Nacional de Saúde lançada em Brasília tem exames inéditos
IBGE e Ministério da Saúde visitam 140 mil domicílios até 30 de novembro; subamostra com 35 anos ou mais fará coleta de sangue e urina
O IBGE e o Ministério da Saúde lançaram em Brasília, no dia 2 de julho, a coleta da Pesquisa Nacional de Saúde 2026, que visita cerca de 140 mil domicílios em todos os estados e no DF até 30 de novembro, pela primeira vez com exames de sangue e urina.
O evento de lançamento ocorreu no auditório do Ministério da Saúde, na Esplanada dos Ministérios, e a coleta nos domicílios começou na semana seguinte. Cerca de 1,8 mil entrevistadores do IBGE percorrem as casas sorteadas.
É a terceira edição da pesquisa, considerada o retrato mais completo da saúde do brasileiro: o levantamento mede condições de saúde, hábitos de vida, acesso e uso de serviços, doenças crônicas e questões ligadas à saúde da pessoa idosa.
O que os entrevistadores medem
Nas visitas, além do questionário sobre o domicílio e os moradores, são aferidos pressão arterial, peso e altura.
A novidade desta edição são os biomarcadores. Segundo o Ministério da Saúde, uma subamostra de 15 mil a 20 mil participantes com 35 anos ou mais, moradores de capitais e regiões metropolitanas, fará coleta de sangue e urina. Os exames incluem:
- Hemograma e perfil lipídico (colesterol);
- Hemoglobina glicada, usada no diagnóstico do diabetes;
- Sódio, potássio, creatinina e ácido úrico;
- Dosagem de metais como chumbo e mercúrio;
- Sorologia para chikungunya.
A coleta biológica tem apoio do Hospital Israelita Albert Einstein, por meio do Proadi-SUS, programa que reúne hospitais de referência em projetos para a rede pública.
Pela primeira vez, a Pesquisa Nacional de Saúde contará com coleta de sangue e urina em uma subamostra de participantes, informou o Ministério da Saúde.
Por que isso importa para o brasiliense
Brasília, capital e região metropolitana, entra na rota das visitas e da subamostra de exames. Os dados orientam onde o SUS precisa reforçar atendimento, da atenção básica aos hospitais.
Para o DF, o retrato interessa em dobro: a rede local convive com filas e obras de expansão, caso da nova UPA do Guará, prometida para este ano, e decisões de investimento dependem de estatísticas atualizadas sobre doenças crônicas e uso dos serviços.
Levantamentos anteriores já mostraram lacunas no acesso: uma pesquisa nacional apontou que 84% dos autistas brasileiros buscam terapia fora do SUS.
O que fazer se o IBGE bater na sua porta
A participação dos domicílios sorteados é a base da pesquisa: sem resposta, o retrato fica incompleto. Os entrevistadores do IBGE se identificam ao chegar, e o morador pode confirmar a identificação nos canais oficiais do instituto antes de responder.
As respostas são protegidas por sigilo estatístico e usadas apenas de forma agregada. A coleta segue até 30 de novembro, e os primeiros resultados servirão de base para o planejamento do SUS nos próximos anos.
Perguntas frequentes
Sou obrigado a fazer os exames?
A coleta de sangue e urina alcança apenas uma subamostra de 15 mil a 20 mil participantes com 35 anos ou mais, em capitais e regiões metropolitanas. O restante dos domicílios responde ao questionário e às medições de pressão, peso e altura.
Quanto tempo dura a pesquisa?
A coleta começou em julho e segue até 30 de novembro de 2026, em todos os estados e no Distrito Federal.
Para que servem os dados?
O levantamento mede condições de saúde, hábitos de vida, doenças crônicas e acesso aos serviços. Os resultados orientam o planejamento do SUS, da compra de equipamentos à abertura de novas unidades.