São Paulo chega a 23 casos de sarampo e amplia vacinação até 1º de setembro
Sete confirmações em poucos dias; 16 dos 23 pacientes não tinham vacina em dia
O estado de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo em 2026, sete deles em um intervalo de poucos dias, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Os registros estão concentrados na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo, e dois deles são importados, ou seja, de pessoas que contraíram a doença fora do país.
De acordo com a secretaria, 16 dos 23 pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema incompleto. Os casos atingem desde bebês até adultos.
Cobertura vacinal abaixo da meta
Os dados preliminares da secretaria paulista apontam cobertura de 77,5% para a primeira dose da tríplice viral e de 65,5% para a segunda. A meta do Ministério da Saúde é de 95%. Abaixo desse patamar, a chamada imunidade coletiva não se sustenta e o vírus volta a circular a partir de casos importados.
O Brasil recebeu em 2016 o certificado de eliminação do sarampo, perdeu a condição em 2019 após surtos e a recuperou em 2024. Cada nova cadeia de transmissão testa esse status.
Para conter a circulação, o governo paulista mantém até 1º de setembro uma campanha que libera a vacina para pessoas de 6 meses a 59 anos nos três municípios, independentemente de já terem sido vacinadas antes. O estado distribuiu 150 mil doses à capital e 80 mil a São Bernardo do Campo.
Quem deve procurar a vacina
- Crianças a partir de 6 meses, com a dose extra recomendada nas áreas de circulação do vírus;
- Adultos até 59 anos sem comprovação de duas doses na caderneta;
- Profissionais de saúde e de aeroportos, que têm maior exposição;
- Quem vai viajar para países com surtos ativos, com a dose aplicada pelo menos 15 dias antes do embarque.
A tríplice viral é contraindicada para gestantes, porque é produzida com vírus vivo atenuado. Pessoas com imunossupressão devem consultar o serviço de saúde antes de se vacinar.
Por que isso interessa a quem mora no DF
Brasília concentra um dos maiores fluxos aéreos do país e recebe passageiros das três cidades onde o vírus circula. O sarampo se transmite pelo ar e uma pessoa infectada pode contaminar de 12 a 18 outras sem imunidade, o que faz da caderneta em dia a principal barreira.
A vacina está disponível o ano todo nas unidades básicas de saúde do Distrito Federal, sem custo. Quem não encontra o registro da segunda dose na caderneta pode tomar a dose sem prejuízo, segundo a orientação do Ministério da Saúde. Veja mais informações de saúde no Distrito News.