Mulher tem os dedos quebrados durante assalto na Asa Norte
Jornalista foi atacada no Setor de Rádio e Televisão Norte no domingo (9); caso é apurado pela 5ª DP
Uma mulher teve os dedos das duas mãos quebrados durante um assalto no domingo (9), no Setor de Rádio e Televisão Norte, na Asa Norte. A vítima, jornalista, caminhava pela região quando foi abordada e agredida. O caso é apurado pela 5ª Delegacia de Polícia, da Área Central.
Segundo o relato da vítima ao Correio Braziliense, o autor tentou levar o celular e, durante a abordagem, provocou as lesões nas mãos dela. Ainda de acordo com a vítima, o suspeito seria um homem em situação de rua. As informações são preliminares e a autoria não está confirmada pela polícia.
Por causa das fraturas, a jornalista precisou se afastar do trabalho. A investigação deve solicitar imagens das câmeras de segurança instaladas na área para tentar identificar o responsável pelo roubo e pela agressão.
Onde o caso aconteceu
O Setor de Rádio e Televisão Norte concentra prédios comerciais, emissoras e agências, com grande circulação de trabalhadores durante a semana e movimento reduzido nos fins de semana. É esse contraste que aparece nas ocorrências da região: ruas cheias em horário comercial e trechos vazios à noite e aos domingos, quando o comércio fecha.
A área central de Brasília reúne outros pontos com a mesma característica, como as vias próximas à Rodoviária do Plano Piloto e o entorno do Setor Comercial. Roubo a pedestre nesses locais costuma ter o celular como alvo principal.
O que fazer em caso de roubo
- Não reagir. A resistência é o fator que mais transforma roubo em lesão grave.
- Acionar o 190 assim que estiver em local seguro, informando ponto de referência exato.
- Registrar ocorrência na delegacia da área ou pela Delegacia Eletrônica da PCDF, o que é necessário para bloqueio definitivo do aparelho.
- Bloquear IMEI e linha junto à operadora e usar as ferramentas de rastreamento e apagamento remoto do próprio celular.
- Guardar o laudo médico quando houver lesão, documento que integra o inquérito.
Casos com lesão corporal mudam a tipificação penal. O roubo simples tem pena de 4 a 10 anos de reclusão; quando resulta em lesão corporal grave, a pena prevista no Código Penal sobe para 7 a 18 anos. A definição depende do laudo do Instituto de Medicina Legal e da conclusão do inquérito.
A recuperação de aparelho roubado depende de dois registros que precisam ser feitos rápido: o boletim de ocorrência, que instaura a apuração, e o bloqueio do IMEI junto à operadora, que inutiliza o celular em qualquer chip. O número do IMEI aparece na nota fiscal e pode ser consultado na configuração do aparelho antes que ele seja levado, o que torna o registro prévio uma medida útil.
A área central também concentra parte do atendimento a pessoas em situação de rua no DF, com equipes de abordagem social que atuam nas quadras comerciais. A política pública para esse público e a apuração criminal correm em trilhos separados: a primeira trata de acolhimento e encaminhamento, a segunda de responsabilização individual pelo ato praticado.
A menção à condição de morador de rua do suspeito, feita pela vítima, é um dado da investigação e não uma conclusão policial. Enquanto não há identificação e responsabilização, o termo correto é suspeito, e a apuração corre na 5ª DP.
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