Seguranca

PCDF fecha distribuidora que servia de fachada para tráfico em Ceilândia

Operação Revoada prendeu quatro pessoas e apreendeu mais de 3 kg de cocaína, pistola adulterada para rajada e R$ 110 mil em dinheiro

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu quatro pessoas na quinta-feira (16) em uma operação contra uma organização criminosa que usava uma distribuidora de bebidas de Ceilândia como fachada para a venda de drogas. A ação foi batizada de Operação Revoada e ficou a cargo da 23ª Delegacia de Polícia (P Sul).

Segundo a investigação, o casal dono do estabelecimento liderava o esquema, com o apoio de funcionários. A movimentação normal de clientes da distribuidora, localizada na QNN 4, de acordo com o Correio Braziliense, servia para disfarçar o comércio contínuo de entorpecentes.

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços diferentes. Três homens e uma mulher acabaram presos. Todos já tinham passagens por tráfico de drogas, organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

Cocaína, pistola adaptada e R$ 110 mil

Nas buscas, os policiais apreenderam:

  • mais de 3 quilos de cocaína;
  • porções de maconha;
  • cerca de R$ 110 mil em dinheiro;
  • uma pistola Glock adulterada para disparar em rajada, além de munições;
  • balanças de precisão e materiais usados para embalar as drogas;
  • aparelhos celulares.

A adulteração da pistola chama a atenção dos investigadores porque transforma a arma semiautomática em uma metralhadora de mão, com maior poder de fogo em confrontos.

Ceilândia concentra operações contra o tráfico

A Revoada se soma a uma sequência de ações policiais contra o varejo de drogas na região. Neste mês, a PMDF desarticulou um ponto de tráfico na QNP 34 e prendeu seis pessoas. Antes, a Operação Eiron mobilizou 200 policiais contra o tráfico em Samambaia e Ceilândia.

Os presos da Operação Revoada devem responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A investigação continua para identificar fornecedores e outros integrantes do grupo. Denúncias podem ser feitas à Polícia Civil pelo telefone 197, com sigilo garantido.

5 visualizações