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PCDF frustra três planos de ataque a escolas de Taguatinga e Ceilândia

Adolescentes publicaram ameaças em redes sociais entre maio e junho; divisão antiextremismo agiu antes de qualquer ato e nenhuma arma foi encontrada

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou e neutralizou, entre maio e junho, três ameaças de ataque contra escolas de Taguatinga e Ceilândia publicadas por adolescentes em redes sociais. Os casos foram conduzidos pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV), com apoio da Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA II), e revelados no início de julho.

Nos três episódios, os policiais fizeram diligências preventivas nas residências dos adolescentes antes de qualquer ato concreto. Nenhuma arma foi encontrada, mas todos os envolvidos foram conduzidos à DCA II, onde respondem a procedimento por ato infracional.

Os três casos

O primeiro alvo foi uma escola particular de Taguatinga. Em maio, um adolescente usou uma rede social para disseminar ameaças explícitas de ataque contra a instituição, com data marcada para a execução, segundo informações da PCDF divulgadas pelo portal Metrópoles. O tratamento imediato da informação pela DPCEV desarticulou o plano ainda na fase de publicações.

Em junho, os dois outros casos ocorreram em Ceilândia. Uma jovem foi vinculada a um perfil que propagou mensagens com ameaças de massacre em um centro educacional da cidade, incluindo menções a incêndio nas dependências do colégio. A polícia esteve na casa dela, não encontrou meios concretos para a execução das ameaças e a levou à DCA II.

No mesmo mês, o monitoramento identificou outra adolescente que usava as redes para declarar que buscaria "fama" ao cometer atos violentos com armas de fogo contra estudantes de uma escola de ensino fundamental da mesma região. Mesmo sem material apreendido no endereço, a gravidade do conteúdo motivou a condução imediata à delegacia especializada.

Por envolverem menores de idade, os nomes, as escolas e os detalhes que permitam identificação não foram divulgados.

Monitoramento preventivo

A DPCEV é a unidade da PCDF dedicada a rastrear sinais de extremismo violento, incluindo ameaças a comunidades escolares, antes que se transformem em ataque. O trabalho combina monitoramento de redes sociais, análise de denúncias e ação rápida nos endereços dos investigados. Nos três casos deste ano, o intervalo entre a identificação das publicações e a diligência na residência foi o bastante para interromper os planos ainda na fase das ameaças.

Não é a primeira atuação do tipo no DF. Em agosto de 2025, a mesma divisão apreendeu celulares, computadores e material com apologia ao nazismo, racismo e planos de ataque a escolas com dois adolescentes no Recanto das Emas, segundo nota oficial da PCDF. Naquele caso, a investigação começou em uma quinta-feira e os mandados foram cumpridos quatro dias depois. Um dos adolescentes foi encaminhado a tratamento psiquiátrico e o outro, à DCA II.

Em Brasília, o tema também avança no Legislativo: uma comissão da Câmara dos Deputados aprovou em junho o plano nacional de enfrentamento à violência nas escolas, que cria protocolos de prevenção para as redes de ensino.

Como denunciar

Ameaças contra escolas podem ser comunicadas à PCDF pelo Disque-Denúncia, no telefone 197, com sigilo garantido. Publicações suspeitas em redes sociais, mesmo sem certeza sobre a seriedade da ameaça, devem ser reportadas: nos três casos deste ano, a informação chegou à polícia antes de qualquer ataque, e a resposta rápida evitou risco à comunidade escolar.

Pais e responsáveis também podem procurar diretamente a direção das escolas, que aciona os canais da Secretaria de Educação e das forças de segurança. Ações recentes como a Operação Kratos, que reforçou o policiamento em áreas de maior movimento, integram o mesmo esforço de presença preventiva no DF.

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