Segurança

PCDF faz a Operação Jubilados contra facção paulista no DF e cumpre 21 mandados de prisão

Ação em dez regiões do DF, em Goiás e em São Paulo mira grupo de 80 integrantes que usava conversas internas para coordenar armas, caixa e tráfico

Neste texto3 tópicos
  1. Como a investigação chegou ao grupo
  2. O que a polícia diz sobre a estrutura
  3. Situação dos investigados

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou na quinta-feira (8) a Operação Jubilados contra uma facção criminosa de origem paulista que, segundo a investigação, tentou se instalar no DF. A ação cumpre 21 mandados de prisão temporária e 27 de busca e apreensão.

As ordens judiciais são executadas em dez regiões administrativas: São Sebastião, Itapoã, Samambaia, Sol Nascente, Ceilândia, Santa Maria, Candangolândia, Gama, Planaltina e Estrutural. Também há alvos em unidades prisionais do DF, em Águas Lindas de Goiás (GO) e nas cidades paulistas de Sorocaba e Indaiatuba.

Como a investigação chegou ao grupo

A Jubilados é um desdobramento da Operação Mosaico, feita em dezembro de 2025 pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do DF (Ficco/DF). Segundo a PCDF, o material apreendido naquela ação permitiu identificar grupos de comunicação e coordenação da organização.

Um deles, chamado "Faculdade Brasília", reunia cerca de 80 integrantes. Era por ali, de acordo com a polícia, que a facção transmitia ordens, organizava arrecadações, coordenava atividades e prestava assistência a presos. Outro grupo, batizado de "Juntos Somos Mais Fortes DF", também servia à comunicação interna.

O que a polícia diz sobre a estrutura

A análise das conversas, conforme a PCDF, revelou uma organização dividida em setores: controle de armas e munições, finanças, cadastro de integrantes, apoio a presos, disciplina, recrutamento e expansão territorial. Havia ainda núcleos de inteligência e contrainteligência.

A facção mantinha, segundo a investigação, mecanismos para ampliar os pontos de venda de drogas, chamados internamente de "lojas", sujeitos a regras de cadastro e de arrecadação. Um dos setores levantava informações sobre integrantes de grupos rivais, como fotos, endereços, histórico criminal e locais de atuação.

Situação dos investigados

Nesta fase, os alvos são suspeitos de integrar organização criminosa, crime previsto na Lei 12.850/2013. Os presos temporários continuam sendo investigados e só podem ser chamados de culpados depois de condenação definitiva. A PCDF informou que a apuração segue para identificar outros envolvidos e possíveis crimes.

A ação foi conduzida pela Ficco/DF em conjunto com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com equipes das polícias Civil, Militar e Penal e apoio de agentes de São Paulo.

O que ainda não foi divulgado: o nome oficial da facção (a PCDF fala apenas em "facção de origem paulista"), a identidade dos presos e as quantidades de armas, drogas e dinheiro apreendidas. A PCDF não detalhou, até a publicação, quantos mandados foram cumpridos em cada região.

Leia também: PCDF apreende 165 kg de cocaína no Recanto das Emas e PCDF recebe R$ 12 milhões confiscados de lavagem para a perícia digital.

Informações da PCDF, divulgadas em 8 de outubro de 2026 e reproduzidas pelo Jornal de Brasília e pelo Correio da Manhã.

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