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Governo quer incluir 160 mil inadimplentes do FIES em novo programa de renegociação de dívidas

Total em atraso chega a R$ 1,8 bilhão; Lula promete solução no modelo do Desenrola

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na sexta-feira (10), em Sorocaba (SP), que pretende incluir os estudantes inadimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) no pacote do governo federal contra o endividamento. Segundo dados do Ministério da Educação de outubro de 2025, 160 mil estudantes estão com parcelas em atraso no programa, o que soma R$ 1,8 bilhão em saldo devedor, de acordo com a Agência Brasil.

A declaração foi feita durante a inauguração de uma nova unidade do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Lula não detalhou como seria a renegociação.

“Está aumentando o endividamento dos meninos do FIES. E nós vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento. A gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário”, disse o presidente.

Segundo Lula, o estudante vai quitar a dívida “sendo um profissional competente”, o que, na avaliação dele, melhora a qualidade produtiva do país. O presidente também repetiu que os recursos para a educação devem ser tratados como investimento, e não como gasto.

Novo Desenrola depois da viagem à Europa

O pacote contra o endividamento é a nova versão do Desenrola Brasil, chamada pelo governo de Desenrola 2.0. Na quarta-feira (15), em Washington, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o programa deve ser anunciado depois que ele e Lula concluírem as agendas internacionais, segundo a CNN Brasil.

“Eu vou encontrar o presidente na Espanha, na volta nossa ao Brasil a gente deve anunciar o programa, mas o programa está bem encaminhado”, afirmou Durigan.

Lula tem agenda na Europa entre 17 e 21 de abril, com compromissos na Espanha, na Alemanha e em Portugal.

O ministro disse ter conversado com representantes das principais instituições financeiras e citou, como contrapartida, restrições ao uso de apostas online. A proposta em estudo prevê que o governo mobilize garantias para que os bancos concedam descontos e, em seguida, refinanciem a dívida reduzida com juros mais baratos, com foco em linhas caras, como o cartão de crédito. O uso do FGTS para quitar dívidas é uma das medidas avaliadas.

Até agora, o governo não informou em que condições os devedores do FIES entrariam no programa.

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