Cidades

Acolhimento a populacao em situacao de rua chega a Sobradinho e Samambaia

Equipes da Sedes atendem em pontos mapeados a partir das 9h desta quarta-feira

Equipes do governo do Distrito Federal atendem pessoas em situação de rua em Sobradinho, Sobradinho II e Samambaia nesta quarta-feira (12), a partir das 9h. A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e oferece encaminhamento para acolhimento a quem aceitar o serviço.

O trabalho segue o modelo já aplicado em outras regiões administrativas nas últimas semanas. Servidores percorrem pontos mapeados previamente, fazem a abordagem social, avaliam a situação de cada pessoa e oferecem vaga na rede de acolhimento do DF.

Onde as equipes vão atuar

Em Sobradinho II, o atendimento ocorre na AR 15 Conjunto 2 Lote 20A e na AR 15 Conjunto 3 Lote 19, em frente à Creche Canela de Ema, além da Avenida Central Conjunto 22 Lote 10 e da pérgola ao lado dos equipamentos de ginástica comunitária, defronte à UPA e à UBS 1.

Em Samambaia, os pontos são a Quadra 201, perto do 37º Grupamento de Bombeiros Militar, a QR 102, em frente à estação do metrô, a Quadra 302, no Centro Urbano, e a QN 513, Área Especial 1.

O que acontece com os pertences

Depois do atendimento, os pertences de quem aceitar o encaminhamento são transportados para o endereço indicado pela própria pessoa. Quando não há ponto fixo, os objetos vão para um depósito no SIA, Trecho 4, lotes 1380 e 1420.

O prazo para retirada é de 60 dias, sem custo para o responsável. A regra vale para todas as ações do tipo e busca resolver um dos entraves mais comuns na abordagem, que é a recusa do acolhimento por medo de perder documentos e objetos pessoais.

Rede de acolhimento do DF

O Distrito Federal mantém unidades de acolhimento institucional para adultos, além dos Centros Pop, que oferecem banho, alimentação, guarda de pertences e apoio na emissão de documentos. A abordagem social é a porta de entrada desse circuito.

O trabalho das equipes não se limita à oferta de vaga. A abordagem inclui identificação da pessoa, verificação de vínculos familiares que possam ser retomados, encaminhamento para a rede de saúde quando há quadro clínico ou uso de substâncias, e orientação sobre benefícios socioassistenciais a que a pessoa tenha direito.

A emissão de documento é um dos pontos mais recorrentes. Sem registro civil, carteira de identidade ou CPF, a pessoa fica fora do Cadastro Único e, por consequência, fora de programas de transferência de renda. Boa parte do atendimento nas ações de campo começa por esse gargalo.

  • Quando: quarta-feira, 12 de agosto, a partir das 9h
  • Onde: Sobradinho, Sobradinho II e Samambaia
  • Quem coordena: Secretaria de Desenvolvimento Social do DF
  • Pertences: depósito no SIA, Trecho 4, lotes 1380 e 1420, com 60 dias para retirada

As ações têm sido realizadas em rodízio pelas regiões administrativas. Em julho, equipes passaram pelo Guará e por Ceilândia, e o calendário segue com novos pontos ao longo de agosto.

O acolhimento é voluntário. Quem recusa a vaga permanece no local, e as equipes registram o atendimento para acompanhamento posterior pela rede socioassistencial. Denúncias e pedidos de atendimento para pessoas em situação de rua podem ser feitos pelos canais da Secretaria de Desenvolvimento Social.

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