Adolescente morre afogado no Lago Paranoá perto da barragem
Mergulhadores do CBMDF retiraram o jovem da água no Poção do Paranoá; corporação já atendeu 33 afogamentos no lago em 2026
Um adolescente de cerca de 15 anos morreu afogado no Lago Paranoá na tarde desta quinta-feira (30), em um trecho conhecido como Poção do Paranoá, perto da barragem. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado por volta das 14h.
Segundo a corporação, viaturas terrestres e um helicóptero foram enviados ao local. Depois que uma pessoa indicou o ponto exato em que o jovem havia mergulhado, mergulhadores conseguiram retirá-lo da água e o levaram até a margem, onde teve início o protocolo de atendimento a vítimas de afogamento. A morte foi confirmada cerca de 40 minutos depois.
33 afogamentos no lago em 2026
O CBMDF contabiliza 33 ocorrências de afogamento no Lago Paranoá ao longo de 2026. O número reúne casos com e sem vítima fatal e ajuda a explicar por que a corporação mantém equipe de mergulho de prontidão para a região.
O lago tem margens de acesso livre em vários pontos, o que dificulta qualquer controle de entrada. Trechos próximos à barragem combinam fatores de risco conhecidos pelas equipes de resgate: profundidade que aumenta bruscamente a poucos metros da margem, movimentação da água e ausência de posto fixo de guarda-vidas.
Onde o risco se concentra
- Áreas sem sinalização e sem guarda-vidas, fora dos pontos estruturados de banho
- Proximidade da barragem, onde a movimentação da água muda sem aviso
- Mergulho em local desconhecido, sem noção da profundidade e de obstáculos submersos
- Consumo de bebida alcoólica antes de entrar na água
- Banho sem acompanhamento de adulto, no caso de crianças e adolescentes
O que fazer ao presenciar um afogamento
A orientação do CBMDF é acionar o 193 imediatamente e não entrar na água sem preparo. A maior parte das mortes por afogamento em tentativas de socorro atinge justamente quem se joga para salvar alguém e acaba puxado pela vítima em pânico. O correto é oferecer um objeto flutuante, uma corda ou um galho e manter contato visual até a chegada da equipe.
Informar com precisão o ponto em que a pessoa afundou também é decisivo. Foi essa informação que orientou a busca dos mergulhadores nesta quinta-feira.
Por que o resgate no lago é diferente
Ocorrência em água parada e profunda muda toda a operação. Diferente de um resgate em superfície, a busca submersa depende de mergulhadores, de visibilidade baixa e de uma referência confiável sobre onde a vítima desapareceu. Cada minuto adicional reduz a chance de reanimação, o que explica o uso simultâneo de viaturas terrestres e de aeronave para encurtar o tempo de chegada.
Quando a pessoa é retirada da água, começa o protocolo de atendimento a afogados, que prevê avaliação de respiração e circulação e manobras de reanimação ainda na margem, antes de qualquer deslocamento. Nesta quinta-feira, a morte foi confirmada no local.
Prevenção segue como pauta permanente
O afogamento é uma das principais causas de morte acidental entre crianças e jovens no Brasil, e os números sobem em períodos de férias e feriados prolongados, quando aumenta a circulação nas margens do lago. O DistritoNews já detalhou as recomendações das equipes de resgate para prevenir afogamentos em crianças.
A identidade do adolescente não foi divulgada. O caso será registrado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias da morte.