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Afogamento mata 4 crianças por dia; férias no DF pedem atenção

Metade dos casos com crianças acontece no ambiente doméstico, aponta a Sobrasa; CBMDF orienta cuidados em piscinas e no Lago Paranoá

Quatro crianças morrem afogadas por dia no Brasil, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) divulgado pela Agência Brasil no sábado (12). Nas férias de julho, piscinas de condomínio e o Lago Paranoá concentram os riscos no DF.

O país registra 5.742 casos por ano, o que equivale a uma morte por afogamento a cada 90 minutos. O afogamento é a segunda causa de morte entre crianças de 1 a 4 anos e a terceira na faixa de 5 a 9 anos, segundo a entidade.

Metade dos casos acontece dentro de casa

Metade dos afogamentos de crianças ocorre no ambiente doméstico, aponta a Sobrasa. Os pontos de atenção incluem:

  • piscinas sem barreira de proteção;
  • banheiras;
  • caixas d'água e reservatórios abertos;
  • máquinas de lavar;
  • vasos sanitários, no caso de bebês.

"Até 95% dos afogamentos poderiam ser evitados através de educação e informação", afirma o coronel Fábio Braga, presidente da Sobrasa, à Agência Brasil.

A entidade recomenda supervisão permanente de um adulto, barreiras físicas no acesso à piscina, isolamento de reservatórios e educação de segurança aquática desde cedo.

Cuidados no DF: piscina e Lago Paranoá

No DF, o Corpo de Bombeiros (CBMDF) orienta que crianças fiquem sempre ao alcance de um braço do adulto responsável, aprendam a nadar e usem colete salva-vidas em vez de boias infláveis improvisadas.

Em piscinas, a corporação recomenda cercas com portão, tampas de ralo anti-sucção e desligamento da bomba durante o uso. Em balanço divulgado em dezembro, o CBMDF contabilizou 52 afogamentos no DF em 2025, com 15 mortes, ante 62 casos e 19 mortes em 2024.

No Lago Paranoá, o perigo está na profundidade, que muda de forma brusca, e na visibilidade quase nula. A orientação é nadar apenas em trechos com guarda-vidas, nunca sozinho, e evitar álcool antes de entrar na água.

Aos fins de semana e feriados, o CBMDF mantém postos extras de guarda-vidas em pontos de maior movimento do lago, como Ermida Dom Bosco, Ponte JK, Ponte do Bragueto, Ponte Costa e Silva e Prainha do Paranoá.

O que fazer em uma emergência

  1. Acione imediatamente o CBMDF pelo telefone 193;
  2. Ofereça um objeto flutuante à vítima (boia, galão fechado, prancha), sem entrar na água;
  3. Só tente o resgate direto se tiver treinamento; afogados em pânico podem arrastar o socorrista;
  4. Com a vítima fora da água, inicie os primeiros socorros orientado pelo atendente do 193.

O CBMDF também atende ocorrências em trilhas e cachoeiras da região; a corporação já alertou para o aumento de resgates em trilhas e matas do DF.

Para quem procura opções seguras de lazer com as crianças neste mês, o DF tem programação infantil gratuita nas férias de julho em bibliotecas, parques e espaços culturais.

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