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Defesa Civil orienta o que fazer antes das chuvas fortes no DF

Órgão divulga recomendações sobre alagamento, queda de árvore e fio energizado às vésperas do período chuvoso, previsto para o fim de setembro

A Defesa Civil do Distrito Federal divulgou nesta quinta-feira, 18, um conjunto de orientações para reduzir acidentes durante as chuvas intensas. O período chuvoso no DF é previsto para entre o fim de setembro e o início de outubro, segundo informou a Agência Brasília.

As recomendações cobrem as situações que mais geram chamados nessa virada de estação em Brasília: alagamento de vias, queda de árvore e galho, e fios de energia rompidos. O telefone de emergência para ocorrências é o 193, do Corpo de Bombeiros, que atende 24 horas.

No trânsito e a pé

A primeira orientação é evitar o deslocamento por áreas alagadas. Motoristas não devem avançar sobre pontos de alagamento, e quem já estiver na via durante uma tempestade forte deve parar o veículo em local seguro e aguardar.

A recomendação tem razão prática. Uma lâmina de água aparentemente rasa pode esconder bueiro aberto, erosão do asfalto ou correnteza suficiente para arrastar um carro. Em via alagada, também não há como enxergar a profundidade real antes de entrar.

Durante a tempestade

Entre as orientações para o momento da chuva forte, a Defesa Civil recomenda:

  • Manter distância de árvores, postes e estruturas instáveis;
  • Evitar permanecer em áreas abertas;
  • Não realizar cortes ou podas de árvore por conta própria.

A poda feita por conta própria aparece na lista porque concentra dois riscos ao mesmo tempo: a queda do próprio galho sobre quem executa o serviço e o contato com a rede elétrica que passa junto à copa das árvores em boa parte das quadras da cidade.

Por que a virada de estação concentra ocorrências

As primeiras chuvas depois da estiagem são as que mais causam estrago em Brasília, e a razão é acumulativa. Meses sem chuva deixam o solo compactado e a rede de drenagem carregada de folhas, terra e lixo, o que reduz a vazão logo no primeiro temporal forte. O resultado aparece como alagamento em pontos que no meio da estação chuvosa escoam sem problema.

O mesmo vale para as árvores. A copa seca e o terreno endurecido diminuem a sustentação das raízes, e a combinação de rajada de vento com chuva pesada derruba galhos que resistiram ao ano inteiro.

Fio caído é o alerta mais grave

Quando há fio rompido, a orientação é não se aproximar nem tocar em objetos energizados. A pessoa deve isolar o local, afastar terceiros e acionar a concessionária ou a emergência.

O cuidado vale também para o que está em volta. Um cabo caído pode energizar o portão metálico, a poça d'água ou a cerca próxima, sem que haja qualquer sinal visível disso. Por isso a instrução é afastar-se de toda a área e impedir que outras pessoas circulem por ali até a chegada da equipe técnica.

Se o imóvel for atingido

Em caso de dano estrutural na residência, a recomendação é desocupar o imóvel e só retornar quando a área estiver segura. A avaliação de segurança não cabe ao morador: trinca em parede, telhado deslocado ou infiltração em laje podem indicar comprometimento que não se enxerga a olho nu.

Chuvas fortes já provocaram estragos no DF neste mês. Em 16 de setembro, uma chuva de granizo atingiu Planaltina e derrubou árvores em Arapoanga e no Vale do Amanhecer.

O que anotar

  • Emergência: 193 (Corpo de Bombeiros), atendimento 24 horas;
  • Fio caído: isolar o local, não tocar em nada próximo e acionar a concessionária;
  • Via alagada: não avançar com o veículo e procurar rota alternativa;
  • Dano no imóvel: desocupar e só voltar após liberação.
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