Incêndio atinge fábrica de gelo em Samambaia e fumaça invade igreja
Bombeiros controlaram as chamas e evitaram que o fogo alcançasse imóveis vizinhos; perícia do CBMDF investiga a causa
Um incêndio atingiu uma fábrica de gelo na tarde de quarta-feira (5/8), na QR 305, Conjunto 08, em Samambaia. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) encontrou o estabelecimento em chamas e conseguiu controlar o fogo antes que ele alcançasse as edificações vizinhas.
Uma igreja instalada ao lado da fábrica foi tomada pela fumaça. Os militares fizeram procedimentos de exaustão para retirar a fumaça do interior do prédio, que não apresentou danos estruturais.
Ninguém ficou ferido. Segundo os bombeiros, a ocorrência provocou apenas danos materiais.
Perícia vai apurar a causa
A Polícia Militar do Distrito Federal também esteve no local. A perícia do CBMDF foi acionada para investigar o que provocou as chamas. Até a publicação desta reportagem, a corporação não havia divulgado conclusão sobre a origem do fogo.
Fábricas de gelo operam com compressores, sistemas de refrigeração e quadros elétricos de carga elevada, equipamentos que exigem manutenção periódica. A perícia costuma verificar a instalação elétrica, o estado dos compressores e a existência de material combustível armazenado no local antes de concluir o laudo.
O que se sabe sobre a ocorrência:
- data: tarde de quarta-feira, 5 de agosto;
- local: QR 305, Conjunto 08, Samambaia;
- imóvel atingido: fábrica de gelo, vizinha a uma igreja;
- vítimas: nenhuma;
- situação da igreja: tomada pela fumaça, sem dano estrutural;
- apuração: perícia do CBMDF acionada.
O risco em imóveis colados
O padrão de ocupação de quadras residenciais e comerciais de Samambaia coloca lado a lado imóveis com usos diferentes, o que aumenta o risco de propagação. Foi o que motivou a prioridade dada pela guarnição ao isolamento do fogo, antes mesmo do rescaldo.
Em ocorrências desse tipo, a fumaça costuma causar mais prejuízo às construções vizinhas do que as próprias chamas. A inalação é a principal causa de mortes em incêndios em ambiente fechado, e por isso a retirada da fumaça é feita antes da liberação do prédio.
O CBMDF orienta que a população acione o 193 ao primeiro sinal de fogo ou fumaça densa, sem tentar combater as chamas por conta própria quando há equipamento elétrico envolvido. O uso de água em quadro energizado agrava a ocorrência.
O que fazer diante de um princípio de incêndio
A recomendação padrão da corporação em ocorrências com fumaça em ambiente fechado é deixar o local imediatamente, manter o corpo próximo ao chão, onde o ar é menos contaminado, e fechar portas ao sair para retardar a propagação. Elevadores não devem ser usados.
Ao ligar para o 193, o solicitante deve informar o endereço completo com quadra, conjunto e ponto de referência, o tipo de imóvel atingido e se há pessoas no interior. Essa informação define o tipo de viatura enviada e reduz o tempo de resposta.
Estabelecimentos comerciais são obrigados a manter extintores dentro da validade, sinalização de saída e rotas de fuga desobstruídas. A vistoria do CBMDF é requisito para a emissão e a renovação do alvará de funcionamento no Distrito Federal.
Nos casos com dano estrutural ou prejuízo relevante, o laudo pericial é o documento que embasa acionamento de seguro e eventual apuração de responsabilidade. O prazo de conclusão varia conforme a complexidade da ocorrência.
Outras ocorrências registradas nas cidades do DF estão reunidas na editoria de Cidades do DistritoNews.