Turismo rural cresce no DF e Emater abre catálogo até 31 de agosto
Segunda edição do catálogo Conexões e Experiências sai em versão bilíngue e reúne visitas guiadas, jantares harmonizados e passeios a cavalo nas propriedades do Distrito Federal
O turismo rural do Distrito Federal ganhou tração nos últimos anos e virou fonte de renda para propriedades que antes viviam só da produção. A Emater-DF mantém aberto até 31 de agosto o prazo de inscrição para a segunda edição do catálogo que reúne essas experiências, agora em versão bilíngue, em português e inglês.
O documento se chama "Conexões e Experiências: Turismo, Histórias e Produtos do Campo que Encantam" e funciona como vitrine dos produtores vinculados à empresa. Ele lista visitas guiadas, jantares harmonizados, almoços com culinária típica, passeios a cavalo e atividades ligadas ao modo de vida no campo. As inscrições começaram em 1º de junho e são feitas exclusivamente pelo e-mail projetoconexoes@emater.df.gov.br.
O que já existe para visitar no DF
O Correio Braziliense percorreu propriedades da rede em reportagem publicada neste domingo (9). Entre elas estão o Vale das Ovelhas, de Ricardo Guida, que produz derivados de leite de ovelha, e a Queijaria Potiguar, de Antônio Fernandes Barros, em São Sebastião, dedicada a queijo artesanal.
Também aparecem no roteiro o Museu Nacional do Piano, de Rogério Resende, na Vargem Bonita; o Engenho Cavaco, de Fátima Cavalcante, primeira produção de cachaça artesanal de Brasília; e o Villa Giardini Ecoparque, de Dhyana Giardini, no Lago Norte, com foco em sustentabilidade.
São endereços dentro do próprio Distrito Federal, a distâncias que cabem em um fim de semana sem viagem longa. É esse o argumento comercial do setor: entregar experiência de campo a quem mora a menos de uma hora dali.
O que dizem a Emater e os produtores
"Fazemos muitas ações e muitas atividades que não chegam até a população", afirmou Cleison Mêdas Duval, presidente da Emater-DF, ao Correio Braziliense.
A frase resume o problema que o catálogo tenta resolver. A oferta existe, mas está dispersa, e boa parte do público do Plano Piloto não sabe que ela fica a poucos quilômetros de casa. Para a turismóloga Clarissa Valadares, da Emater-DF, o turismo rural "atua como um motor para o fortalecimento da economia local".
Quem pode entrar no catálogo
- Ser agricultor vinculado à Emater-DF.
- Estar regularizado junto às instituições sanitárias.
- Ter atrativos turísticos já implementados na propriedade.
- Enviar a inscrição até 31 de agosto de 2026 para projetoconexoes@emater.df.gov.br.
A novidade da segunda edição é o formato bilíngue. A intenção declarada é ampliar a visibilidade dos empreendimentos rurais junto a visitantes, consumidores e parceiros de outros países, aproveitando o fluxo internacional que passa por Brasília.
Por que isso interessa a quem mora em Brasília
A zona rural ocupa parte expressiva do território do Distrito Federal e concentra atividades que vão de hortifruti a cachaça artesanal. Cada propriedade que abre as porteiras converte produção agrícola em serviço, o que aumenta o valor retido no próprio DF e cria posto de trabalho fora do eixo do Plano Piloto.
Para o visitante, a agenda funciona como alternativa de fim de semana com preço e deslocamento menores que os de uma viagem para fora. Para o produtor, é receita adicional em um período do ano em que a lavoura não gera caixa.
Quem quiser organizar um roteiro pode começar pela gastronomia do cerrado, tema já mapeado pelo DistritoNews na reportagem sobre a rota de sabores do cerrado em Brasília.