Economia

IBGE: serviços caem 0,4% no país em maio; DF acumula alta de 10,5% no ano

Volume de serviços do DF cresce 8,3% sobre maio de 2025 e segue em ritmo bem acima da média nacional, mostra a Pesquisa Mensal de Serviços

O volume de serviços do Distrito Federal cresceu 8,3% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025 e acumula alta de 10,5% no ano, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (15). No país, o setor recuou 0,4% frente a abril.

Os números colocam a capital em posição mais confortável que a média nacional. Enquanto o Brasil acumula avanço de 1,9% em 2026 e de 2,6% em 12 meses, o DF cresce 10,5% no ano e 8,8% em 12 meses, mais que o triplo do ritmo nacional.

Na comparação mensal, com ajuste sazonal, o volume de serviços do DF caiu 1,6% em maio frente a abril. A leitura mês a mês costuma oscilar mais nas séries regionais, e as comparações com o ano anterior dão a medida mais estável da tendência local. Nesse termômetro de longo prazo, a capital vem sustentando ganhos de dois dígitos no acumulado do ano desde o primeiro trimestre.

A PMS mede a receita bruta de empresas com 20 ou mais funcionários cuja atividade principal é um serviço não financeiro, fora saúde e educação. O índice de volume desconta a variação de preços, ou seja, mostra se as empresas de fato venderam mais, e não apenas se cobraram mais caro.

Por que isso importa para o brasiliense

A economia do DF é movida a serviços. É o setor que concentra a maior fatia das empresas e dos empregos da capital, de restaurantes e salões a escritórios de tecnologia, consultorias e transportadoras. Quando os serviços crescem acima da média nacional, isso tende a aparecer em contratações e na renda que circula nas cidades do DF.

O resultado também ajuda a explicar o comportamento dos preços. A inflação da capital acumulou 3,7% em 12 meses até abril, com serviços entre os itens mais pressionados pela demanda aquecida.

No país, transporte aéreo puxa a queda

No recorte nacional, o recuo de 0,4% em maio devolve parte da alta de 1,1% registrada em abril, na série revisada pelo IBGE. O comportamento das grandes atividades foi dividido:

  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: alta de 1,9%;
  • Serviços prestados às famílias: alta de 0,2%;
  • Informação e comunicação: estabilidade (0,0%);
  • Transportes, serviços auxiliares e correio: queda de 1,0%, com tombo de 5,1% no transporte aéreo;
  • Outros serviços: queda de 1,9%.

Dentro do grupo de transportes, o pior desempenho foi o do transporte aéreo, que caiu 5,1% sobre abril. Na ponta contrária, os serviços técnico-profissionais, que incluem escritórios de advocacia, engenharia, publicidade e consultorias, subiram 3,4% e seguraram o índice geral.

Sobre maio de 2025, o volume nacional de serviços subiu 0,4%. A receita nominal das empresas do setor avançou 0,3% no mês, 6,9% em um ano e acumula alta de 7,3% em 2026. A distância entre receita e volume reflete, em boa parte, a inflação dos serviços, que segue entre as mais persistentes da economia.

O dado oficial conversa com o que os indicadores privados vinham mostrando. O PMI de serviços, medido pela S&P Global com gerentes de compras, caiu a 49,3 em junho e apontou contração no setor, depois de meses de perda de fôlego.

O que vem pela frente

A próxima edição da PMS, com os dados de junho, vai mostrar se a queda nacional de maio foi pontual e se o DF sustenta o ritmo de dois dígitos no acumulado do ano. As tabelas completas da pesquisa, incluindo o recorte por unidade da federação, estão no sistema Sidra, no site do IBGE.

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