ACDF ouve cinco candidatos a federal; Agaciel Maia foca em crédito
No primeiro debate da entidade com quem disputa a Câmara dos Deputados, Agaciel Maia defendeu crédito e corte de imposto; Hélvia Paranaguá não compareceu
A Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) promoveu na quarta-feira (16), às 18h, em sua sede no Setor Comercial Sul, o primeiro debate da entidade com candidatos a deputado federal pelo DF. Cinco dos seis convidados compareceram, e a pauta do comércio expôs a diferença de repertório entre eles.
Estiveram no encontro Sandro Avelar (União Brasil), Gláucia do Arruda (Avante), Agaciel Maia (PL), Adriano Amaral (PSD) e Alberto Fraga (PL). Hélvia Paranaguá (MDB) constava do convite e não compareceu.
Onde as respostas se dividiram
Conforme a cobertura do portal GPS Brasília, no bloco de tema livre Adriano Amaral e Agaciel Maia trataram a geração de empregos como caminho para reduzir a violência. Gláucia do Arruda ligou o emprego a infraestrutura, citando transporte e moradia, e à educação.
Sandro Avelar e Alberto Fraga, que constroem as candidaturas a partir da segurança pública, mantiveram as respostas nesse terreno mesmo depois que a discussão passou a tratar do impulso ao comércio, foco da entidade. O próprio GPS Brasília apontou o episódio como exemplo da dificuldade de candidatos de área única em ampliar o discurso para temas econômicos e sociais.
As oito medidas apresentadas por Agaciel
Questionado sobre como fortalecer o setor produtivo, Agaciel Maia, que é economista e foi relator-geral do Orçamento na Câmara Legislativa, listou oito itens. O detalhamento da lista foi publicado pelo Blog do GBU, que acompanhou o debate:
- Redução de impostos, com as fontes de compensação da receita indicadas.
- Diminuição da burocracia, com os gargalos apontados.
- Crédito e financiamento, com uso do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), que segundo ele o DF não aciona.
- Desoneração da folha de pagamento das empresas e dos contracheques.
- Contas do GDF organizadas, com pagamento em dia a fornecedores.
- Estímulo para atrair empresas e ampliar a capacidade de consumo da população.
- Cursos de qualificação de mão de obra.
- Segurança jurídica, com leis claras e duradouras.
O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste foi criado pela Constituição de 1988 e regulamentado pela Lei 7.827/1989, e sua área de atuação inclui o Distrito Federal. Segundo a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), estão habilitados a operar o fundo, entre outras instituições, o Banco do Brasil, o Banco de Brasília (BRB) e o Bancoob. A avaliação de que o DF não aproveita o recurso é do candidato.
Por que o comércio quer ser ouvido agora
A entidade batizou a série de encontros com o lema Diálogo para um DF mais forte e abriu a rodada pelos candidatos à Câmara dos Deputados. É no Congresso que se decidem carga tributária, desoneração da folha e as regras dos fundos constitucionais de financiamento, os três temas que a ACDF levou à mesa.
O DF escolhe oito deputados federais em 4 de outubro. Em 2022, o último colocado a se eleger no DF fez 20.923 votos.
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