Carreata de Pepa reúne 1,5 mil veículos, diz campanha; ato vale até 3 de outubro
Campanha do deputado Pepa (PP) calcula 1,5 mil veículos em Planaltina e no Arapoanga. Carreata é permitida até as 22h de 3 de outubro.
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A carreata do deputado distrital Pepa (PP) reuniu cerca de 1,5 mil veículos em Planaltina e no Arapoanga neste sábado (26), segundo a campanha do candidato à reeleição. O ato ocorreu na manhã e no início da tarde, a oito dias do primeiro turno.
O número é da organização. Não houve contagem oficial divulgada pela Polícia Militar do Distrito Federal, que só apresenta estimativa própria nos atos que acompanha, e nenhuma medição independente foi apresentada até a publicação desta reportagem.
Pepa está no primeiro mandato na Câmara Legislativa, iniciado em 2023, preside a Comissão de Produção Rural e Abastecimento e é, desde junho deste ano, líder do governo Celina Leão na Casa. Assumiu o posto no lugar do deputado Hermeto (MDB).
O que a lei exige de uma carreata

Carreata é forma de propaganda de rua prevista no artigo 39 da Lei 9.504/1997 e regulamentada pela Resolução 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral. Para as eleições deste ano, duas exigências alcançam quem organiza o ato:
- Comunicação prévia. Carreatas, desfiles de veículos e outros atos que envolvam custeio de combustível por candidatos, partidos, federações ou coligações devem ser comunicados à Justiça Eleitoral com antecedência mínima de 24 horas. A regra foi adotada para facilitar o controle dos gastos eleitorais.
- Prazo final. Carreata, caminhada, passeata e distribuição de material gráfico são permitidas até as 22h de 3 de outubro, véspera da votação.
O impulsionamento pago de propaganda na internet tem prazo mais curto e se encerra em 1º de outubro.
O trajeto e a estrutura declarada
Pelo roteiro divulgado pela campanha, a concentração foi na Estância Mestre D'Armas, na entrada de Planaltina, junto à BR-020. O comboio passou pelo Setor Tradicional e pela Vila Vicentina, seguiu até o Arapoanga e voltou pelo Jardim Roriz e pela Avenida Independência, encerrando no Parque de Exposições de Planaltina.
A campanha informou que o ato teve três trios elétricos, carros de som, uma carreta com personagens, motos, caminhões e bicicletas.
"Foi uma carreata bonita, totalmente de paz, onde pude levar minha mensagem, que é de trabalho, de conquistas para o nosso Distrito Federal, para Planaltina e o Arapoanga", disse o deputado.
O administrador de Planaltina, Wesley Fonseca, participou do ato e afirmou que a primeira carreata do parlamentar teve menos de 50 veículos. Administradores regionais ocupam cargo de confiança do Governo do Distrito Federal.
Duas regiões, um eleitorado em disputa
Planaltina e Arapoanga formam o território que concentra a base do deputado. O Arapoanga é hoje a 34ª região administrativa do DF: foi criado pela Lei 7.190, de 21 de dezembro de 2022, ao se desmembrar de Planaltina, de quem era bairro havia cerca de 30 anos. O setor habitacional tem perto de 50 mil moradores.
Em agosto, o mesmo comitê de Planaltina reuniu a governadora Celina Leão e o presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente, em ato de campanha. Relembre o encontro.

O peso do cargo que ele ocupa na Câmara Legislativa
A liderança do governo na CLDF é a função que faz a ponte entre o Palácio do Buriti e os 24 deputados distritais. Cabe a quem ocupa o posto defender no plenário as propostas enviadas pelo Executivo, negociar prazos de votação e reunir apoio em torno dos projetos do governo. É, na prática, o cargo parlamentar mais próximo da governadora.
A comissão que ele preside, de Produção Rural e Abastecimento, trata de pauta agrícola e de abastecimento alimentar, tema com presença em Planaltina, que concentra núcleos rurais do Distrito Federal.
O primeiro turno é em 4 de outubro, das 8h às 17h pelo horário de Brasília. O eleitorado do DF escolherá presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado distrital.
Depois das 22h de 3 de outubro, nenhum ato de rua é permitido. No domingo de votação continua valendo a proibição de boca de urna: aglomeração, distribuição de material e uso de alto-falante para pedir voto configuram crime eleitoral.