Política

Grass diz respeitar decisão do PSB de lançar candidatura própria ao GDF

Candidato do PT ao Palácio do Buriti afirmou em sabatina da Amcham que o PSB é bem-vindo à frente que apoia Lula, mas que a decisão local cabe ao partido

Neste texto3 tópicos
  1. Como está montada a chapa de Grass
  2. O que a ausência do PSB muda na prática
  3. O que ele disse sobre economia

O candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass, afirmou que respeita a decisão do PSB de lançar candidatura própria ao Palácio do Buriti, em vez de compor com a federação que o lançou. A declaração foi dada em sabatina promovida pela Amcham Brasil, em Brasília, na sexta-feira, 7.

O PSB do DF definiu candidatura própria com Ricardo Cappelli, que foi interventor federal na segurança pública do Distrito Federal em 2023. A escolha rompe, no plano local, o alinhamento que o partido mantém nacionalmente com o PT.

Grass tratou justamente dessa distância entre os dois planos.

"O PSB faz parte da frente nacional que vai reeleger o presidente Lula. Não faria sentido o PSB aqui ficar sozinho. No entanto, nós respeitamos o PSB e a decisão que partido tomar", disse o candidato, em fala publicada pelo Metrópoles.

Ele acrescentou que o partido "será bem-vindo caso decida somar à frente da qual ele participa nacionalmente", o que mantém aberta a porta para um acordo até o prazo final de registro das candidaturas.

Como está montada a chapa de Grass

Grass foi oficializado candidato ao GDF em 5 de agosto pela federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. A vaga de vice ficou com Dora Gomes, do PV. Antes disso, em julho, Psol e Rede já haviam formalizado apoio ao nome. O PDT também anunciou que apoia a candidatura.

O candidato foi deputado distrital pela Rede em 2018 e disputou o governo do DF em 2022 pelo PV, quando perdeu para Ibaneis Rocha (MDB). Filiou-se ao PT em 2025.

O que a ausência do PSB muda na prática

A disputa pelo governo do DF é majoritária, e nela a coligação continua permitida. Cada legenda que entra na chapa soma tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, distribuído conforme o tamanho das bancadas que compõem a coligação. Ficar de fora, portanto, tira do palanque de Grass o tempo que o PSB traria e cria um segundo palanque no mesmo campo.

Há ainda o efeito sobre a estrutura de campanha nas regiões administrativas. Duas candidaturas do mesmo espectro disputam os mesmos cabos eleitorais, os mesmos apoios de vereadores distritais e o mesmo eleitor. Em uma eleição de dois turnos, a fragmentação pesa sobretudo na primeira volta, quando decide quem chega ao segundo turno.

  • Chapa: federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), com Dora Gomes (PV) como vice
  • Apoios anunciados: Psol, Rede e PDT
  • Fora da composição: PSB, que lançou Ricardo Cappelli
  • Oficialização: 5 de agosto de 2026

O que ele disse sobre economia

Na mesma sabatina, diante de empresários, Grass tratou da relação entre setor público e iniciativa privada. Afirmou que "não dá para pensar economia em uma única perspectiva" e que a "reconstrução do DF depende da relação do setor público com o privado".

Sobre método de governo, disse que "nenhum projeto do governo" será feito "sem ouvir os interessados, quem pode ser afetado e os parceiros". A fala foi dirigida a um público de executivos e ocorreu no mesmo ciclo de sabatinas e debates em que os candidatos ao Buriti têm apresentado propostas de saúde, segurança e educação.

A disputa pelo Buriti reúne ainda Celina Leão, Ricardo Cappelli, José Roberto Arruda, Paula Belmonte e Kiko Caputo, entre os nomes já lançados. A definição oficial da lista de concorrentes sai após o prazo de registro na Justiça Eleitoral, e a propaganda eleitoral em rádio e televisão começa depois disso.

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