Politica

Moraes nega visita dos filhos a Bolsonaro no Dia dos Pais

Decisão mantém a sanção de 30 dias sem visitas aplicada ao ex-presidente por descumprimento de medidas cautelares

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes negou no sábado (8/8) o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que os filhos visitassem o ex-presidente neste domingo (9/8), Dia dos Pais. A decisão mantém a punição de 30 dias sem visitas aplicada anteriormente.

Os advogados haviam solicitado autorização para Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro visitarem o ex-presidente na tarde deste domingo. Bolsonaro cumpre pena em sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, no Complexo Penitenciário da Papuda, para onde foi transferido por decisão do próprio Moraes. No pedido, a defesa classificou a solicitação como excepcional e de finalidade estritamente humanitária e familiar, com o objetivo de preservar os vínculos entre pai e filhos.

O que pesou na decisão

Moraes registrou que a restrição em vigor decorre de sanção por descumprimento de condições judiciais. A punição suspende as visitas por 30 dias, com exceção de equipe médica e advogados, e não abre espaço para autorizações pontuais por data comemorativa.

A situação de Flávio Bolsonaro corre em separado. Em meados de julho, o ministro suspendeu por 90 dias as visitas do senador ao pai, depois que ele divulgou nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. No documento, Bolsonaro designava o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

  • Sanção em vigor: 30 dias sem visitas, salvo médicos e advogados
  • Motivo: descumprimento de condições impostas pelo STF
  • Flávio Bolsonaro: suspensão específica de 90 dias desde julho
  • Pedido negado: visita de Carlos, Jair Renan e Flávio no Dia dos Pais

Uma sequência de negativas

O pedido do Dia dos Pais veio a público na quinta-feira (6/8) e repercutiu ao longo da semana. O DistritoNews mostrou o teor da solicitação em reportagem publicada em 7 de agosto.

Não é a primeira restrição do tipo. Em julho, Moraes já havia negado autorização para uma visita do presidente argentino Javier Milei ao ex-presidente, também sob o argumento de que os encontros estavam limitados por decisão judicial.

O que acontece agora

A defesa pode recorrer da decisão ao próprio Moraes ou levar a questão ao colegiado da Primeira Turma do STF. Enquanto a sanção de 30 dias estiver em vigor, o regime de visitas segue restrito a profissionais de saúde e à equipe jurídica.

Todo o processo tramita em Brasília, onde ficam a sede do Supremo e a unidade em que o ex-presidente cumpre pena.

6 visualizações