MPDFT leva campanha sobre mulheres na política aos telões do Metrô
Projeto Lugar de mulher é na política passa a ser exibido nas estações, por onde circulam 160 mil pessoas por dia
As mensagens da campanha "Lugar de mulher é na política: Juntos por eleições seguras!", do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, passaram a ser exibidas nos telões das estações do Metrô-DF, por onde circulam cerca de 160 mil pessoas por dia.
A veiculação foi anunciada pelo MPDFT em 10 de setembro, a menos de um mês do primeiro turno das eleições gerais. A campanha começou em fevereiro no site e nas redes sociais do órgão e, até agora, alcançou mais de 51 mil pessoas, segundo o próprio Ministério Público.
Os conteúdos exibidos nos embarques e desembarques tratam da história do voto feminino, dos direitos de quem pretende disputar cargo eletivo e das ameaças que apareceram nos últimos ciclos, como as candidaturas fictícias usadas para burlar a cota de gênero e o uso de deepfakes na propaganda eleitoral. Também explicam as penalidades previstas para crimes eleitorais de gênero e como registrar denúncia.
Quem toca o projeto
A iniciativa é conduzida pela Ouvidoria das Mulheres, pelo Núcleo de Gênero e pelas Promotorias de Justiça Eleitorais do MPDFT, com ações de prevenção, orientação e acolhimento.
Queremos que as mulheres conheçam seus direitos, saibam identificar situações de violência política de gênero e tenham segurança para participar da vida política. A participação feminina é fundamental para uma democracia mais representativa, e ela deve ocorrer de forma livre, segura e em igualdade de condições. (Mariana Nunes, promotora de justiça e ouvidora das mulheres do MPDFT)
Para a promotora, a entrada nas estações amplia o alcance de um tema que ainda depende de visibilidade. As duas linhas do Metrô-DF ligam Ceilândia e Samambaia ao Plano Piloto, passando por Taguatinga, Águas Claras e Guará, o que coloca a campanha no trajeto diário de quem mora nas regiões administrativas mais populosas.
O que veio antes da ação no metrô
A campanha no metrô é a etapa mais recente de uma sequência de ações do MPDFT no mesmo eixo neste ano.
- Maio: alerta sobre mensagens falsas a respeito de regularização de título de eleitor, disseminadas por aplicativos e redes com uso indevido de nomes e logomarcas de órgãos públicos;
- Junho: episódio do videocast "MP que a gente conta" sobre participação feminina na política, com a promotora Isabella Chaves, coordenadora das Promotorias Eleitorais, e a procuradora regional da República Raquel Branquinho;
- 17 de agosto: lançamento do folder do projeto durante a terceira edição do Fórum de Integração Todas Elas, com orientação a vítimas e testemunhas.
A violência política de gênero também tramita como pauta legislativa. Na Câmara dos Deputados, um projeto amplia a punição para ataque digital a mulher na política, com previsão específica para conteúdo manipulado.
Como denunciar
O MPDFT orienta que qualquer pessoa que tenha conhecimento do caso pode denunciar, e não apenas a vítima. A recomendação é preservar as provas antes do registro.
- Guardar prints de mensagens e comentários;
- Salvar links de perfis e de publicações;
- Anotar nomes de possíveis testemunhas;
- Não apagar mensagens ofensivas antes da denúncia.
Os canais da Ouvidoria das Mulheres são o site mpdft.mp.br/ouvidoria, os telefones 127 e 0800 644 9500, com ligação gratuita, e o WhatsApp (61) 99847-7592, para dúvidas pontuais. O atendimento presencial, com escuta qualificada, funciona na sede do MPDFT, no Eixo Monumental, Praça do Buriti, lote 2, sala 139, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.