Política

PEC do fim da 6x1: o que o Senado vota na quarta (14) e o que falta para virar lei

Texto prevê 2 dias de descanso e jornada de 40 horas; primeiro turno exige 49 votos

Neste texto4 tópicos
  1. O que diz o texto da PEC 6x1?
  2. Como funciona a votação no Senado?
  3. Quando a PEC pode virar lei?
  4. Como chegou até aqui

O Senado vota na quarta-feira (14), em primeiro turno, a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte de salário. A votação foi marcada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), em nota divulgada na sexta-feira (9). O texto já passou pela Câmara dos Deputados, aprovado em dois turnos em maio, e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, no início de setembro.

O que diz o texto da PEC 6x1?

Segundo a Agência Brasil, a proposta garante dois dias de descanso remunerado por semana e reduz a carga de 44 para 40 horas. A mudança é escalonada para dar tempo às empresas:

Prazo após a promulgaçãoRegra
60 diasEmpresas garantem a escala 5x2 e a jornada cai para 42 horas semanais
12 meses depoisJornada cai para 40 horas
TotalTransição de até 14 meses

Terceirizados da administração pública têm regra de transição diferente. Há ainda uma exceção: trabalhadores com diploma de ensino superior que recebem hoje R$ 21.188,87 ou mais podem ter a duração do trabalho definida em negociação direta com o empregador, desde que mantida a escala 5x2.

Como funciona a votação no Senado?

PEC não passa por votação única. Pelo Regimento, são cinco sessões de discussão antes do primeiro turno e outras três antes do segundo, tudo no Plenário, informa a Agência Senado. As três primeiras sessões do primeiro turno foram de terça (6) a quinta-feira (8). As demais estão marcadas para terça (14) e quarta, antes da votação.

O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou as 36 emendas apresentadas até agora. Senadores ainda podem propor outras em Plenário. Para ser aprovada, a PEC precisa de três quintos dos votos, ou 49 dos 81 senadores, em cada turno.

Quando a PEC pode virar lei?

Se houver segundo turno, ele só pode ocorrer depois de mais três sessões de discussão. Pelo rito normal, a votação ainda poderia terminar em outubro. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), recolhe assinaturas para um requerimento de calendário especial, que encurtaria os prazos e permitiria concluir a votação na penúltima semana do mês. Alcolumbre disse que levará o requerimento a plenário se ele for apresentado, e que "a vontade da maioria vai prevalecer".

Se os senadores alterarem o texto aprovado pelos deputados, a PEC volta à Câmara. Se for aprovada sem mudanças, segue para promulgação pelo Congresso, sem sanção presidencial.

Como chegou até aqui

Alcolumbre manteve a PEC parada por meses e só a enviou à CCJ em agosto. Depois da aprovação na comissão, em setembro, chegou a dizer que a votação ficaria para depois das eleições. O tema entrou no segundo turno da campanha presidencial: o TSE barrou anúncios do PT que acusavam Flávio Bolsonaro (PL) de ser contra o fim da escala. Antes, o governo havia enviado ao Congresso, com urgência, um projeto próprio, e a tramitação travada no Senado já havia sido noticiada pelo DistritoNews.

A sessão é no Plenário do Senado, em Brasília. Fontes: Agência Brasil e Agência Senado.

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