Quaest: 73% dos eleitores do DF não citam nome para o Senado
Na pesquisa estimulada, Michelle Bolsonaro tem 25% e Leila do Vôlei, 17%
Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (25) mostra que 73% dos eleitores do Distrito Federal não souberam citar espontaneamente o nome de um candidato ao Senado. O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo, ouviu 1.104 pessoas entre 21 e 24 de agosto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-06256/2026.
Na pesquisa espontânea, em que nenhum nome é apresentado ao entrevistado, a Quaest classificou como indecisos os 73% que não indicaram candidato. É o dado que mede o quanto a disputa pelas vagas de senador ainda não chegou ao eleitor a pouco mais de um mês da votação.
O cenário quando os nomes são apresentados
No teste estimulado, com a lista de candidatos à frente do entrevistado, o quadro muda. Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 25%, seguida pela senadora Leila do Vôlei (PDT), com 17%. A deputada federal Erika Kokay (PT) tem 12% e a deputada federal Bia Kicis (PL), 9%.
Na sequência aparecem Professor Guilherme Amorim (UP) e Sebastião Coelho (Novo), ambos com 2%. Os demais candidatos somam 1% cada. Brancos e nulos totalizam 12% e os indecisos, 18%.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Pela margem, a distância entre Michelle Bolsonaro e Leila do Vôlei está fora do empate técnico; a distância entre Leila e Erika Kokay não está.
Por que a espontânea pesa nesta eleição
A diferença entre os 73% de indecisos na espontânea e os 18% na estimulada é o retrato de uma disputa de reconhecimento. Na espontânea, o eleitor precisa acessar o nome de memória; na estimulada, apenas reconhecê-lo em uma lista. Quando a distância entre as duas medições é grande, a intenção de voto declarada tende a ser mais volátil, porque se apoia em lembrança fraca.
Em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, na renovação de dois terços das cadeiras da Casa. O eleitor do DF, portanto, vota duas vezes para o Senado, o que costuma ampliar a dispersão das respostas na fase espontânea.
Para o brasiliense, a disputa tem efeito direto. As duas vagas do DF no Senado definem quem representa a capital nas votações sobre o Fundo Constitucional do Distrito Federal, sobre a segurança pública no DF e sobre as emendas que chegam às regiões administrativas.
A Quaest também mediu a disputa pelo governo do Distrito Federal no mesmo levantamento. Outros institutos foram a campo no DF em agosto, entre eles o Datafolha, com pesquisa própria para o Senado.
O quadro medido pela Quaest tem quatro nomes com mandato ou histórico eleitoral recente no DF. Michelle Bolsonaro registrou candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e declarou R$ 4,4 milhões em bens ao Tribunal Superior Eleitoral. Leila do Vôlei ocupa hoje uma das duas cadeiras do DF na Casa. Erika Kokay e Bia Kicis exercem mandato de deputada federal pelo Distrito Federal.
A soma de brancos, nulos e indecisos na estimulada chega a 30%. É a fatia que ainda pode se mover até a votação e que, somada à margem de erro, mantém em aberto a definição da segunda vaga.
Pesquisas eleitorais retratam o momento em que foram feitas e não são previsão de resultado. O registro no TSE é obrigatório e permite consultar a metodologia, o contratante e o valor da contratação de cada levantamento.
Leia também: TCU entrega ao TSE lista com 6,1 mil gestores de contas irregulares.