Política

TSE diz que eleição foi normal; coordenador de Flávio admite que não há prova de fraude

Presidente do TSE disse que as eleições transcorreram em normalidade. Marinho, coordenador de Flávio, afirmou que não há provas de fraude.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira (28) que as eleições de 2026 "transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais". A nota foi divulgada depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno, publicou uma carta na qual afirma que o pleito foi fraudado.

"Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes", completou o ministro, segundo a Agência Brasil. Na nota, ele citou o empenho de servidores públicos, mesários e forças de segurança na votação.

Os números do segundo turno

Realizado no domingo (25), o segundo turno deu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 64 milhões de votos. Flávio Bolsonaro teve pouco mais de 59 milhões. Cerca de 158,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar, de acordo com o TSE. Na carta, o senador também critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender a votação até as 19h, a pedido das campanhas do PL e do PT. Segundo os dados citados pela Agência Brasil, as duas horas adicionais computaram 34.393 votos, número muito menor que a diferença entre os candidatos.

O resultado foi reconhecido pelo próprio PL e pela Organização dos Estados Americanos (OEA), conforme a agência.

Coordenador da campanha admite que não há prova

No Senado, também na quarta, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio, foi perguntado sobre a alegação de fraude. "O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido", respondeu em coletiva. Para ele, o trecho da carta seria uma espécie de desabafo do senador por ter decidido deixar o país.

Marinho disse que Flávio é hoje "a maior expressão da direita no Brasil" e comentou que houve uma primeira versão do texto, em que o senador se declarava "presidente eleito", substituída meia hora depois por uma segunda, com a expressão "líder do Brasil". "Acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta", disse.

Flávio saiu do país depois de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes para que entregasse os passaportes à Polícia Federal. A carta foi divulgada pela assessoria dele; no comunicado, o senador diz que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos. A PF apura as circunstâncias da saída. O STF negou ter ordenado buscas em endereços do senador no mesmo dia.

Para ver como o eleitor da capital votou no segundo turno, o DistritoNews publicou o balanço dos votos no DF.