Senado Verifica reforça atuação contra desinformação nas eleições
Serviço de checagem da Casa passa a focar no uso de inteligência artificial na propaganda, tema central da resolução do TSE para 2026
O Senado Federal ampliou a atuação do Senado Verifica, serviço de checagem mantido pela Casa, para o período eleitoral de 2026, com foco no uso de inteligência artificial na propaganda política. O reforço foi anunciado nesta terça-feira, 25, pela Agência Senado.
Criado em 2020, o serviço recebe dúvidas de cidadãos, apura afirmações que circulam nas redes, consulta fontes oficiais e publica esclarecimentos em linguagem acessível. Os temas mais frequentes envolvem regras de votação, funcionamento do Congresso e projetos em tramitação.
A mudança de 2026 acompanha a regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que obriga a rotulagem de conteúdo gerado ou alterado por inteligência artificial em campanha. A resolução também proíbe o uso de deep fakes e veda que sistemas de IA recomendem ou priorizem candidatos, partidos e coligações.
Como funciona o serviço
O Senado Verifica opera em dois eixos. O primeiro é o monitoramento de conteúdo enganoso sobre a atividade legislativa. O segundo é a resposta a perguntas enviadas pelo público, feita por reportagens, entrevistas, podcasts e vídeos de educação midiática.
Ester Monteiro, gestora do Núcleo de Assessoria de Imprensa do Senado, afirmou que o objetivo vai além da correção pontual.
"Nosso objetivo não é apenas desmentir uma informação depois que ela viraliza, mas preparar o cidadão para reconhecer estratégias de manipulação e avaliar a autoria, as evidências e o contexto antes de compartilhar", disse.
Desde 2022, o Senado participa do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, mantido pelo TSE, por meio de acordo de cooperação. O programa reúne órgãos públicos, plataformas digitais e agências de checagem em torno de um fluxo comum de resposta a boatos sobre o processo eleitoral.
Onde enviar dúvidas e denúncias
- Dúvidas sobre o Senado e o processo legislativo: WhatsApp (61) 98190-0601.
- Conteúdo suspeito sobre as eleições: Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral, do TSE.
- Propaganda eleitoral irregular: aplicativo Pardal, também do TSE.
O Sistema de Alerta reúne as comunicações de conteúdo enganoso sobre o processo eleitoral e alimenta o trabalho conjunto do tribunal com plataformas digitais. O Pardal recebe denúncias de propaganda irregular, como pichação, distribuição de material fora do prazo e uso de bem público em campanha, e encaminha o caso ao Ministério Público Eleitoral da circunscrição.
O canal do Senado responde a questões sobre a Casa e sobre a tramitação de projetos. Questões sobre urnas, apuração, registro de candidatura e propaganda são encaminhadas ao TSE, que concentra a checagem eleitoral.
Para o eleitor do Distrito Federal, a distinção importa em ano de disputa local: boatos sobre o funcionamento da Câmara Legislativa e sobre serviços do GDF não entram no fluxo eleitoral do TSE, e as denúncias precisam ir aos canais do próprio órgão citado ou à Justiça Eleitoral quando envolverem candidatos.
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O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. O volume de conteúdo manipulado nas redes costuma crescer com o início do horário eleitoral gratuito em rádio e TV, segundo os balanços do programa do TSE.