Saúde

Anvisa aprova o segundo genérico de semaglutida em caneta injetável

Registro da Germed Farmacêutica saiu no Diário Oficial de 24 de agosto, uma semana depois do primeiro genérico do país

Neste texto4 tópicos
  1. O primeiro genérico saiu há uma semana
  2. O que muda para o paciente
  3. O mercado das canetas sob pressão
  4. Próximos passos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o segundo genérico de semaglutida em caneta injetável do país. O registro foi concedido à Germed Farmacêutica pela Resolução RE nº 3.325, de 20 de agosto, publicada no Diário Oficial da União de 24 de agosto.

O medicamento é genérico de Ozempic e Wegovy, produtos do laboratório dinamarquês Novo Nordisk que responderam pela popularização das canetas para controle de diabetes tipo 2 e para tratamento de obesidade nos últimos anos.

A comercialização fica sujeita à prescrição médica em receita de duas vias, exigência que já vale para os produtos de referência e para o primeiro genérico.

O primeiro genérico saiu há uma semana

A EMS obteve o registro do primeiro genérico de semaglutida em caneta injetável em 17 de agosto, também pela Anvisa. As duas aprovações saíram com intervalo de uma semana e abrem, no papel, a primeira concorrência de genéricos no segmento.

A entrada de genéricos no mercado brasileiro depende do fim da proteção patentária do produto de referência. Depois do registro sanitário, cabe a cada fabricante definir o cronograma de produção e a data em que o medicamento chega às farmácias, informação que não consta da resolução publicada.

O que muda para o paciente

Genérico é o medicamento que contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica do produto de referência, e que passou por testes de equivalência para comprovar que age da mesma maneira no organismo. Pela Lei dos Genéricos, ele é identificado pelo nome da substância, e não por marca comercial.

Na prática, o efeito esperado é sobre o preço. Medicamentos genéricos entram no mercado com valor obrigatoriamente inferior ao do produto de referência, e a presença de mais de um fabricante tende a ampliar a diferença. Nem a Anvisa nem os laboratórios divulgaram valores.

Os pontos definidos até agora:

  • Dois genéricos de semaglutida em caneta injetável com registro concedido, da EMS e da Germed
  • Venda condicionada a prescrição médica em receita de duas vias
  • Sem data anunciada de chegada às farmácias
  • Sem preço divulgado por Anvisa ou fabricantes

O mercado das canetas sob pressão

A demanda por semaglutida cresceu puxada pelo uso para perda de peso, o que gerou desabastecimento e abriu espaço para produtos irregulares. A Anvisa vem atuando nas duas pontas: registra as versões legais e retira do mercado as que não têm autorização.

A agência já proibiu o Ozempic Natural e mais dois produtos para emagrecer neste ano, em resoluções que atingiram itens vendidos como suplemento com apelo de emagrecimento.

O uso das canetas fora da indicação também motivou alerta de entidades médicas. Pediatras se manifestaram contra a prescrição desses medicamentos para crianças e adolescentes, público em que o perfil de segurança do produto é mais restrito.

Próximos passos

Com o registro concedido, cabe à Germed comunicar o início da comercialização. O preço máximo ao consumidor depende de definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, órgão que fixa o teto de venda dos produtos no país antes da chegada às prateleiras.

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