TSE terá 563,9 mil urnas em 2026 e 77% são dos modelos mais novos
Justiça Eleitoral vai atender mais de 158,7 milhões de eleitores com quatro modelos de urna; UE2020 e UE2022 respondem pela maior parte do parque
A Justiça Eleitoral vai colocar 563.910 urnas eletrônicas em operação nas Eleições Gerais de 2026, para atender mais de 158,7 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar. A informação foi divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no sábado (1º/8).
São quatro modelos em uso, e a maior parte do parque é recente. Os equipamentos UE2020 e UE2022 somam 77% do total. As gerações anteriores que seguem em funcionamento são de 2015 e 2013.
Como os modelos se dividem
A distribuição informada pelo tribunal mostra o UE2020 como o modelo mais numeroso, seguido de perto pelo UE2022. Juntos, os dois passam de 439 mil equipamentos.
- UE2020: 222.323 urnas, ou 39,5% do total.
- UE2022: 217.145 urnas, ou 38,5%.
- UE2015: 95.065 urnas, ou 16,9%.
- UE2013: 29.377 urnas, ou 5,2%.
O modelo UE2022 incorpora melhorias em relação aos anteriores, como maior capacidade de processamento, mais autonomia de bateria e recursos voltados à acessibilidade. A logística de distribuição de cada modelo é definida pelos 27 tribunais regionais eleitorais, conforme as necessidades e as características de cada zona eleitoral.
"A Justiça Eleitoral colocará em operação 563.910 urnas eletrônicas para atender os mais de 158,7 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar nas eleições deste ano."
Por que modelos antigos continuam em uso
A urna eletrônica não é trocada por lote a cada eleição. Cada modelo é usado enquanto passa nos testes de funcionamento e mantém compatibilidade com o software desenvolvido pelo TSE, que é instalado a cada pleito. Equipamentos que não passam na verificação saem do parque, o que explica a presença de gerações de 2013 e 2015 ao lado das mais recentes.
A carga do programa e a lacração dos equipamentos são feitas pelos tribunais regionais em sessão pública, com acompanhamento de partidos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e entidades fiscalizadoras. Cada urna recebe o mesmo sistema, independentemente do ano de fabricação.
O que muda para o eleitor do DF
Do ponto de vista de quem vota, a sequência é a mesma em qualquer modelo: o eleitor digita o número, confere nome e foto do candidato na tela e aperta confirma. O que varia entre as gerações é o hardware, não a interface nem o procedimento na seção.
Em 2026, o brasiliense vota para presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado distrital. A eleição de duas vagas ao Senado no mesmo pleito muda a ordem de digitação na urna, detalhe que costuma gerar dúvida na hora do voto.
O calendário eleitoral também aperta em agosto. As convenções partidárias se encerram no dia 5, os registros de candidatura vão até 15 e a propaganda eleitoral só é liberada em 16. No DF, as siglas já vêm fechando as chapas, como fez o MDB em convenção que definiu Rafael Prudente e o apoio a Celina Leão.
O primeiro turno ocorre em 4 de outubro, e o eventual segundo turno para os cargos majoritários, em 25 de outubro. Os dados sobre o parque de urnas são do TSE.