Saúde

DF busca certificação contra transmissão de HTLV e hepatite B de mãe para filho

Secretaria de Saúde já tem selo para HIV e sífilis e apresentou o balanço do plano de eliminação em fórum na Fepecs

Neste texto3 tópicos
  1. O que aconteceu no fórum da Fepecs
  2. O que muda para a gestante
  3. Serviço

O Distrito Federal tem o selo de boas práticas pela eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis e agora quer o mesmo reconhecimento para duas infecções a mais: o vírus HTLV e a hepatite B. O pleito foi apresentado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) no mês do Outubro Verde, dedicado ao combate à sífilis, e vem depois de um fórum que o Ministério da Saúde acompanhou na primeira semana de outubro.

Transmissão vertical é a passagem da infecção da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. No caso da sífilis, a forma congênita pode causar malformações e morte do recém-nascido quando a gestante não é tratada, ou é tratada de modo inadequado.

O que aconteceu no fórum da Fepecs

A SES-DF reuniu gestores da rede, representantes federais e pesquisadores no 5º Fórum Ampliado de Transmissão Vertical do DF, no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). Junto, apresentou o 1º Ciclo de Monitoramento do Plano Distrital de Eliminação da Transmissão Vertical.

A pauta foi checar se as metas estão sendo cumpridas e desenhar as ações até 2030. Segundo a secretaria, os dados da vigilância epidemiológica e da rede assistencial mostram onde estão os casos, quais indicadores se movem e em que território o serviço precisa chegar mais perto da população.

O Ministério da Saúde reconheceu, durante o encontro, o trabalho pioneiro do DF e disse que as inovações da capital inspiram políticas públicas em outras partes do país. A Fepecs entra nessa engrenagem como braço de pesquisa e educação permanente dos profissionais do SUS.

O que muda para a gestante

Na ponta, o que o cidadão encontra é o pré-natal nas unidades básicas de saúde (UBS). Lá, o teste rápido de sífilis, HIV e hepatites virais é gratuito, sigiloso e feito na hora. Se o resultado for positivo, a secretaria afirma que o tratamento é imediato. Equipes também saem atrás de gestantes em situação de vulnerabilidade social para levá-las ao tratamento, a chamada busca ativa.

A SES-DF lembra um ponto que costuma gerar medo: ter a infecção não significa que a mulher vá transmiti-la ao filho. O tratamento adequado e feito a tempo, ainda no pré-natal, ajuda a evitar a transmissão.

Serviço

  • Onde: qualquer UBS do DF; a secretaria mantém no site a consulta da unidade de referência.
  • O que fazer: teste rápido de sífilis, HIV e hepatites virais, sem custo.
  • Prevenção: camisinhas masculinas e femininas distribuídas gratuitamente.
  • Data: o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita é no terceiro sábado de outubro, 17 de outubro neste ano.

Para o leitor que quer o passo a passo da testagem, o SouBrasília publicou o guia do teste gratuito nas UBS do DF. A informação sobre o fórum e a certificação vem de nota da SES-DF, publicada pelo Jornal de Brasília.

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