Médica é agredida por paciente em atendimento no Hospital de Santa Maria
Caso ocorreu no sábado, por volta das 15h30. Equipe de enfermagem também foi atingida, e a Polícia Militar foi acionada para conter o agressor.
Uma médica foi agredida por um paciente durante atendimento no Hospital Regional de Santa Maria, no sábado, 15 de agosto de 2026, por volta das 15h30. Profissionais de enfermagem que tentaram conter o homem também foram atingidos, segundo relato divulgado sobre o episódio.
O paciente apresentava alteração na fala e, ao ser questionado durante a consulta sobre o uso de cocaína, passou a agir de forma agressiva. A médica foi atingida por chutes e alvo de agressão verbal.
A Polícia Militar foi acionada e foi ao hospital para conter o homem e garantir a segurança da equipe. Depois do atendimento, a médica foi à delegacia com acompanhamento policial para registrar a ocorrência. O agressor também foi conduzido à unidade policial.
Segundo caso divulgado na rede pública do DF em uma semana
O episódio de Santa Maria vem seis dias depois de outro caso na rede pública do Distrito Federal. Em 9 de agosto, uma enfermeira foi agredida a socos no Hospital Regional de Samambaia depois de informar a uma paciente que o quadro deveria ser atendido em Unidade de Pronto Atendimento, já que a clínica médica da unidade estava com bandeira vermelha e a classificação de risco havia sido azul.
No caso de Samambaia, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal informou que a profissional registrou boletim de ocorrência, recebeu apoio institucional e foi encaminhada à Medicina do Trabalho, inclusive para avaliação da necessidade de afastamento temporário como medida protetiva. O instituto citou a Lei distrital 7.934, de 2026, que assegura proteção física, psicológica e institucional ao profissional de saúde vítima de ameaça ou violência.
O que a legislação prevê
- Agressão contra profissional de saúde em serviço pode configurar lesão corporal, com pena agravada quando praticada contra quem exerce função pública
- A norma distrital prevê apoio institucional, encaminhamento à Medicina do Trabalho e possibilidade de afastamento como medida de proteção
- O registro de boletim de ocorrência é o passo que permite a apuração criminal do caso
- Unidades de urgência e emergência concentram a maior parte das ocorrências, em geral ligadas a tempo de espera e a classificação de risco
As informações divulgadas sobre o caso do Hospital Regional de Santa Maria não especificam se houve prisão em flagrante, qual o enquadramento adotado pela delegacia nem se a médica precisou ser afastada. Também não trazem posicionamento do Iges-DF ou da Secretaria de Saúde sobre este episódio.
Classificação de risco é o ponto de atrito
Os dois episódios têm em comum o momento em que a violência aparece: a comunicação de que o atendimento não seria imediato ou não seria naquela unidade. A classificação de risco ordena o atendimento pela gravidade, e não pela ordem de chegada, e é justamente aí que a espera vira conflito no balcão.
A rede pública do Distrito Federal é operada em parte pela Secretaria de Saúde e em parte pelo Iges-DF, divisão que alcança também a responsabilidade pelas medidas de proteção ao profissional agredido e pelo protocolo aplicado depois da ocorrência.
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